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Dr. José Ribeiro, o médico com jornada dupla que também atende como Dr.Cobra

Conhecido por muitos como Dr. Cobra, já teve até ladrão que assaltou o vizinho e deixou de entrar na casa do Dr. José Ribeiro com medo do que iria encontrar no quintal. Ao menos, essa é história que circula entre os policiais. E o que não falta para o Dr. José, clínico e cardiologista na Unimed Pontal do Triângulo, são histórias para contar.

Seguindo os passos de seu pai, que também era um defensor dos bichos, o amor de José pelos animais começou quando ele ainda era criança. A formação em medicina permitiu que ele não só levasse esse amor para a vida adulta, mas também conseguisse ajudar os animais.

Hoje, em seu segundo turno, fora do hospital, o Dr. José cuida de filhotes, animais maltratados e acidentados que, na maioria das vezes, chegam até ele apreendidos pela Polícia Ambiental. Depois de tratados, alguns são soltos na natureza. Outros, mais perigosos, são encaminhados para instituições protetoras ou biomédicas.

O médico já cuidou de onças, cobras, micos, araras, lobos e por aí você pode imaginar. Na época em que vivia acompanhado de onças, quando a campainha da casa tocava, elas iam correndo até o portão. Apesar de estarem presas e não oferecem perigo, rendiam um belo de um susto nos visitantes.


Atualmente, o morador mais inusitado na casa do Dr. José é uma cobra píton que vive em um serpentário. Ela foi apreendida em um circo onde estava sendo maltratada. Hoje, está saudável e tem mais de 3m de comprimento. Ganhou até nome: Brad Píton! E não é a única a ser tratada como gente na casa do Dr. José. O Mico Jackson também não tem do que reclamar.

Os animais se apegam tanto ao Dr.Cobra que deixam ele cuidar de feridas e machucados sem ficarem arredios ou violentos. Ainda assim, é preciso estar preparado para emergências. Se não fosse médico, o Dr. José poderia ter sofrido graves consequências na vez em que foi picado por uma cascavel. Por sorte, descobriu ser o paciente mais calmo que já atendeu.

Dr. José acredita que ajudar os animais beneficia a sua vida como um todo. Com tantas aventuras ao lado dos bichos, o médico se tornou um grande contador de casos. E, contando histórias, faz amizade com todos que passam pelo seu consultório. Para Dr.José, estar perto da natureza faz o ser humano viver com mais alegria e esse sentimento se estende para o exercício da sua profissão e adiciona uma dose extra de afeto a suas relações.

Vanderlice, paciente da Unimed, descobre como encontrar tempo para mudar um hábito

Professora de inglês na Universidade Federal de Ouro Preto e responsável por projetos de educação em escolas públicas da cidade, Vanderlice Sól tem centenas de alunos que acompanha com muito carinho, é casada e tem três filhos. Aos 42 anos, ela sentia que só precisava de mais tempo para cuidar da sua vida pessoal.

Disponibilidade para fazer o famoso check-up? Nem nos sonhos! Ainda assim, Vanderlice pensava estar saudável. Só suspeitou que havia algo de errado quando começou a ter um cansaço anormal. Ao perceber que não poderia mais escapar dos exames de rotina, marcou uma consulta. Os resultados não foram tão bons. Abalada, ela decidiu fazer algumas mudanças de hábitos: parou de comer carne, cortou os alimentos que mais gostava, mas nada adiantou. Os resultados dos exames não apresentaram melhoras significativas.

Para tratar o problema, Vanderlice frequentou cardiologistas, nutrólogos, fez tratamento de homeopatia e participou de várias palestras sobre saúde na Unimed de Ouro Preto. Sempre incentivada pelo seu marido, Núncio, que é médico cooperado pela Unimed, e principalmente pela vontade de transformar a sua saúde, Vanderlice decidiu fazer algo que fosse prazeroso e que resultasse em qualidade de vida.

Já que vivia correndo na vida, calçou um par de tênis e começou a caminhar. Mesmo nos dias em que estava muito cansada, persistiu. Aos poucos, ganhou preparo e a caminhada virou corrida. Concorrendo, Vanderlice sentiu-se em casa. Desde então, nunca mais parou. Participou de campeonatos e maratonas em outras cidades. Fez trilhas na natureza e já completou percursos de mais de 20 km.

Com a corrida, ela medita, escuta música, pensa sobre a vida, planeja poemas e finalmente encontrou tempo para si mesma. Ao focar na saúde e não na doença, Vanderlice descobriu algo poderoso. Mudar um hábito vai além de um prontuário médico. É começar uma jornada tão prazerosa que o percurso torna-se mais interessante do que o destino.

Se antes Vanderlice não tinha tempo nem para um check-up, agora, que está literalmente correndo, encontrou tempo até para escrever poemas e pretende publicar um livro:

“Corrida e tempo

Corre o tempo

Corre a vida

Vida corrida

Vivo correndo

Corro vivendo

Por que não correr?

Ganho vida e tempo!”

Vanderlice Sól

Dr. Manoel Arcísio, tenho um presentinho para o senhor

Aquele tinha tudo para ser um dia normal na vida do Dr. Manoel Arcísio, ginecologista e obstetra na Unimed de Governador Valadares. No entanto, a calmaria foi interrompida pela ligação da secretária anunciando uma situação inusitada. Quatro galinhas caipiras vivas, amarradas de cabeça para baixo em um pedaço de madeira, esperavam o Dr. Manoel na recepção.

Quando chegou ao consultório, ainda atônito pela notícia, o Dr. Manoel recebeu um abraço caloroso do visitante que trazia as galinhas. Morador da zona rural, ele avisou que a esposa só não havia vindo porque estava de resguardo. Ainda assim, ela tinha escolhido as galinhas a dedo. Era a forma que encontraram de agradecê-lo pelo parto e por todos os cuidados durante os últimos nove meses.

Em meio a gargalhadas, a história rendeu uma galinhada para os plantonistas do Hospital de Governador Valadares. E não foi a única vez que o Dr. Manoel recebeu o carinho dos pacientes em forma de presentes inusitados. Certo dia, quando abriu a caixa trazida pelo marido de uma paciente, foi surpreendido por um cabrito sem cabeça.

A homenagem virou uma festa em um bar da cidade. Responsável por decidir o prato, a cozinheira conseguiu agradar aos gregos e aos troianos. Teve cabrito cozido, cabrito assado e cabrito à napolitana, temperado com vinho, azeitona e parmesão.

Para o Dr. Manoel, a alegria não vem de saborear a galinhada, o cabrito ou tantos outros presentes que já recebeu, mas de saber que seus pacientes têm carinho por ele. Para o médico obstetra, o afeto é o ingrediente principal da medicina e o melhor presente que um médico, ou qualquer outro profissional, pode receber.

Rosa Cunha, uma mulher acompanhada por treze médicos e vários anjos

Rosa sonhava em escrever um livro que mudasse a vida das pessoas, mas não sabia qual história contar. Foi então que, em 2017, sua vida começou a mudar e, com isso, sua história de vida também.

Uma inflamação no olho levou Rosa ao médico. Como o problema sempre voltava, ela foi encaminhada para outro especialista. Desde então, surgiram problemas na pele, no pulmão, na orelha, nos ossos, na garganta… Rosa passou por doze especialistas. Até médicos dos Estados Unidos estavam debruçados sobre o caso.

Quase dois anos depois do primeiro sintoma, o décimo segundo médico desvendou o mistério: Granulomatose de Wegener, uma doença que aparece em uma a cada um milhão de pessoas. Rosa não desanimou. Pelo contrário, transformou a dificuldade em brincadeira. Contou que nunca teve a mesma sorte para ganhar na loteria.

Foi a partir dessa experiência que nasceu seu livro O Décimo Terceiro Médico, no qual Rosa fala sobre os anjos que apareceram nesse momento. Cíntia, colaboradora da Unimed Gerais de Minas, foi um deles. Ela marcou todos os exames da Rosa, mais de 130. Passava horas fazendo ligações para conseguir a melhor data e hospital.

Se apareceram tantos anjos na vida de Rosa, talvez tenha sido porque em momento algum ela tirou o sorriso do rosto. Não é à toa que na Rádio Liderança, o programa dela é o que tem mais ibope, com ouvintes até da Nova Zelândia! A cada episódio que nos contava, como quando comentou com o médico que não sabia como ainda não tinha morrido, Rosa soltava uma gargalhada e nos ensinava sobre a importância de lidar bem com os problemas.  E para isso ela dá a receita: “sabedoria e fé”.

Luciana Junqueira, colaboradora da Unimed, e a casa construída por uma cidade inteira

Quando Luciana entrou pelo portão da casa, localizada em uma rua sem nome, segurando um presente de Natal, ficou emocionada ao ver o jardim cheio de flores. Aquela casa em nada lembrava a construção que havia em seu lugar há nove anos.

Antes da ação realizada durante o Dia de Cooperar da Unimed, a casa da Dona Sandra tinha apenas um cômodo, com chão de terra batida. Faltava banheiro, pia, cama e todos utensílios de cozinha. Enquanto o marido trabalhava capinando, Dona Sandra passava os dias cuidando das crianças, uma delas, bebê, e a outra com uma deficiência mental.

Casa da Dona Sandra antes do Dia C

Ao ver que podia ajudar a Dona Sandra, Luciana convidou outros colaboradores da Unimed São Lourenço para fazer uma reforma na casa. Os detentos da cidade também foram convidados para participar dessa história. Como levava o lanche para eles, Luciana não demorou para perceber que se os detentos tinham começado a reforma incentivados pela redução de pena oferecida pelo sistema carcerário, algo havia mudado. Eles estavam felizes em ajudar.

A iniciativa dos colaboradores da Unimed, o trabalho dos detentos e as doações de materiais de construções que chegaram de vários cantos da cidade fizeram com que, aos poucos, a casa ganhasse o que faltava para ser chamada de lar.

Há quem acredite que essa é uma história sobre a reforma da casa da Dona Sandra. Mas, mais do que isso, essa é uma história que transformou a vida não só de uma família, mas dos colaboradores da Unimed, dos detentos e até de quem chegou mais tarde e ficou sabendo da história no final.

Muitas vezes, ao olharmos as dificuldades que outras pessoas passam, descobrimos que os nossos problemas nem são tão grandes quanto pensávamos. E nos lembramos que tudo pode melhorar quando envolvemos dedicação e amor.

Carlos Bracher, artista mineiro, une arte e ciência em inauguração do Hospital Juiz de Fora

O que é arte? O que é ciência? Carlos Bracher, artista plástico mineiro, acredita que as duas áreas do conhecimento podem se unir em um propósito único. Com uma família de pintores e musicistas, a arte está presente na vida de Carlos desde que ele é criança. O artista já ganhou vários prêmios e expôs o seu trabalho em quase todos os países da América do Sul, em vários países da Europa, no Japão, na China e, agora, no Hospital Unimed Juiz de Fora.

Carlos foi convidado para criar uma obra que representasse os valores da Unimed e fizesse parte de uma exposição permanente no Hospital de Juiz de Fora, recentemente inaugurado. Acompanhado de seus pincéis e de sua intuição, a sua maior âncora, Carlos deu cor para a campanha Cuidar da Vida é Uma Arte. Para ele, a arte não está só nos quadros, mas no trabalho de cada médico, de cada enfermeiro, que prolongam a vida, a alegria, as possibilidades de nos transformarmos e alcançar os nossos sonhos.

Talvez, toda arte tenha em comum o início e o final. No início, temos a tecnologia, ou a techné, como diziam os gregos, que pode ser a tinta ou mesmo os aparelhos mais modernos da ciência. No final, temos o belo, um instante que vale por ele mesmo. Com o Carlos, aprendemos que muitas vezes, arte e tecnologia se encontram para cuidar da vida.

Bárbara Fernandes, colaboradora da Unimed, e a veia bailarina

Aprendemos, ainda pequenos, que precisamos saber matemática, física, geografia, português e, inclusive, saber tudo isso em inglês. No meio do caminho, às vezes, nos esquecemos de algo tão importante quanto as disciplinas que passamos anos aprendendo. Por sorte, vez ou outra, encontramos pessoas que nos lembram de detalhes valiosos da vida.

Bárbara Fernandes tem vinte e cinco anos e hoje trabalha na área de atendimento da Unimed São Lourenço, mas a história dela com a Unimed começou há muito tempo. Com cinco meses de idade, Bárbara entrou para uma Casa Social em São Lourenço, onde ficou até os dez anos para que sua mãe pudesse trabalhar sem deixá-la sozinha.

A Casa tinha uma parceria com um programa da Unimed chamado Educação e Cultura. Com o apoio do programa, Bárbara fez coral, teatro e aula de dança.  Até hoje se lembra do que aprendeu com a coordenadora do Projeto: “se vocês não ganharem o campeonato de dança, não tem problema. O importante é ter aprendido um novo passo e aproveitado o caminho.”

Nove anos depois do campeonato, Bárbara passou em um processo de seleção na Unimed São Lourenço. Como era muito tímida, precisou mudar alguns comportamentos para trabalhar no atendimento da empresa e se lembrou de sua professora de dança. Talvez, para a vida, o que mais precisamos ter na bagagem é a capacidade de superar as dificuldades brincando. É ter uma veia bailarina. E não é que hoje o que Bárbara mais gosta de fazer é passar o dia em contato com outras pessoas?

Flaviana Almeida, colaboradora da Unimed, está há 24 anos no seu primeiro emprego

Se você estiver com a ideia de colocar uma metamorfose na agenda, posso garantir: não vai ser fácil. Aposto que até para nascer doeu. Passamos nove meses em uma espécie de resort, com comida, sensação de aconchego e segurança. De repente, da noite pro dia, nos tiraram dessa zona de conforto e nos colocaram no barulho, com gente nos carregando para cá e para lá, nos apertando e sacudindo. Tudo novo e complicado!

Ao longo da vida, as dores do crescimento continuam. Mas, a boa notícia é que crescer pode valer a pena. Flaviana, colaboradora da Unimed Pará de Minas, passou por essa experiência. Hoje, ela atua no comercial da empresa e utiliza várias ferramentas modernas, inclusive o Whatsapp, para atender os clientes. Mas, há 24 anos, quando ela entrou para a Unimed Pará de Minas, na área de atendimento, tudo era muito diferente. Flaviana utilizava o fax para enviar os documentos, fazia o cadastros dos clientes à mão e, para finalizar, batia um carimbo de esponja.  

Com o dinheiro que ganhava na Unimed, Flaviana pagou sozinha a sua faculdade de Administração. Passou noites estudando, algumas vezes, precisou deixar os filhos pequenos em casa para ir trabalhar. Venceu o seu maior desafio: tornou-se gestora comercial. Se no início, era uma das quatro colaboradoras da empresa, hoje, faz parte de uma equipe de mais de sessenta pessoas.

Flaviana, nos lembrou de uma lição valiosa: “De repente” não é algo que acontece em um instante. “De repente” é algo que acontece lentamente durante muito tempo. Quando o momento finalmente chega e percebemos que conquistamos nosso sonho, parece que começamos ontem, mas foi necessário muita paciência e dedicação. Se, algumas vezes, crescer é difícil, por outro lado, pode valer a pena.

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