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Socorro Ferreira e os aprendizados de 30 anos como colaboradora da Unimed

Até hoje Socorro Ferreira se lembra de quando foi chamada para ser colaboradora na Unimed Belo Horizonte. Era dia 18 de outubro de 1988. Socorro ganhou a matrícula 428 no crachá e, mesmo depois de acompanhar três mudanças de sede da Unimed, nunca mais se esqueceu do endereço Rua Maranhão, 388, onde tudo começou. 

Socorro tinha 20 anos e havia concluído o curso de Técnica em Processamento de Dados quando ocupou o cargo de Digitadora na Unimed BH. Ela digitava os relatórios dos prestadores de serviços, fazia cadastros de clientes e entregava os honorários digitados para os médicos. Apesar de ser o cargo mais baixo para quem se formava como Técnica em Processamento de Dados, Socorro enxergava a vaga como uma oportunidade. E estava certa. 

Dois anos depois de ser contratada, foi promovida para supervisora da área de Digitação. Em seguida, para Operadora de Sistemas e para a área de Contas Médicas e Hospitalares. Hoje, é Supervisora de Operações do Provimento. Coordena o trabalho de seis pessoas e tem a confiança de todos da empresa. 

Socorro faz questão de compartilhar com os novatos o aprendizado que teve durante esses 30 anos. Ninguém começa uma história pelo final. Quando começamos uma história, quase sempre, estamos muito longe de onde gostaríamos. E aceitar isso e não desistir da caminhada é uma das formas de vencer e sorrir nesse mundo ao mesmo tempo. Socorro não se esquece do dia 18 de outubro de 1988, quando tudo começou. Como sempre, do início. 

Lívia Drummond, uma técnica em enfermagem com a missão de aquecer bebês

A técnica em enfermagem Lívia Drummond já está famosa no hospital da Unimed de Belo Horizonte. Alguns acreditam que “até se uma formiguinha fizesse aniversário, a Lívia prepararia uma surpresa.” A história começou há oito anos, quando Lívia, pela primeira vez, recebeu e cuidou de um neném antes de entregá-lo para a mãe. Foi amor à primeira vista. Desde então, Lívia nunca abandonou a pediatria. 

Ao ver aqueles pequeninos que mal conseguiam se aquecer e já enchiam um ambiente de amor, Lívia teve uma ideia. Começou a pintar e a enfeitar as touquinhas do hospital para colocar nos bebês. A primeira touquinha foi vermelha para deixar o neném aquecido e com a cara do Natal. Touquinhas rosas, azuis, com orelinhas do Coelhinho da Páscoa, com laço e carrinho também fizeram sucesso. Teve até pai que deixou bilhete de agradecimento para a técnica em enfermagem contando como a iniciativa deixou a chegada do bebê ainda mais colorida.

Depois de vestir a touquinha nos pequenos, Lívia continua ao lado deles. Viu o Pedro Luís nascer com cinco meses de gestação, pesando 415 g, e desde então, visita ele na UTI todos os dias há quatro meses. Tem o contato das mães salvo pelo nome no WhatsApp e sempre é convidada para as festinhas de aniversário. Um dos bebês que ela viu nascer já está completando cinco anos. 

Hoje, a técnica em enfermagem faz cerca de oitenta touquinhas por mês. Depois do plantão, e de uma rotina puxada, ela leva os paninhos para casa e passa as noites costurando afeto. Quando o cansaço bate, quando a determinação falha, Lívia descansa e continua. Mesmo com apenas 29 anos e sendo mãe só de coração, Lívia já desconfia que é na ponta dos dedos que se cria uma família. 

Flavinho, um menino que compartilhou o sonho de ser atleta com a Unimed

Flávio Henrique de Faria, mais conhecido como Flavinho. Um menino de poucas palavras e muita perseverança. Com sete anos de idade, Flavinho se apaixonou pelo Karatê. Quem via o menino treinando, não tinha dúvidas. Aquilo era um sonho para ele. E, como todo sonho, não seria fácil. Aos nove anos, Flavinho teve certeza disso. 

O menino sofreu um acidente doméstico e perdeu a mão e parte do punho. Voltando do hospital, ele pensou que nunca mais amarraria uma faixa de Karatê em volta da cintura. Que nunca teria a oportunidade de trocar a faixa branca, a sua primeira faixa, por outra.

Três meses depois do acidente, vestiu o uniforme. Chegou na aula envergonhado, sem vontade de conversar. Treinou. Voltou no dia seguinte e depois e depois. Com o apoio do Mestre Reinaldo, se dedicou para o seu primeiro campeonato. Em Alterosa, fez questão de competir na categoria para pessoas sem deficiência. Ficou em primeiro lugar. Desde então, nunca desistiu nem mudou de categoria. Passou para a faixa amarela, para a laranja, para azul, para a verde. Flavinho é faixa roxa. Treina todos os dias e já ganhou 53 medalhas, inclusive, o campeonato brasileiro de Karatê. 

A Unimed Sudoeste acredita que o esporte pode ajudar a mudar histórias e por isso apoia Flavinho em suas viagens e competições como patrocinadora do Atleta. Esteve presente no campeonato em Brasília, no Sul Americano em Santa Cruz e hoje participa de mais um desafio ao lado do menino. Com 14 anos, ele está treinando para o Pan-Americano, que será no Equador. Se conseguir a vitória, vai disputar o Mundial, no final de 2019, no Chile. Flavinho sabe que não vai ser fácil, mas já aprendeu que todo sonho é sobre determinação, coragem e que é possível continuar apesar de… 

Dr. Rodrigo Pastor une medicina e capoeira na sala de aula

O Dr. Rodrigo Pastor tem 42 anos, é cooperado pela Unimed Inconfidentes, onde atende como médico de família, e é capoeirista desde os 18 anos. Quando se formou, o Dr. Rodrigo nem imaginava que iria conseguir unir as suas duas paixões, a medicina e a capoeira, em um mesmo caminho.  

Foi na sala de aula da Universidade Federal de Ouro Preto que essa história começou. Mesmo os que pensavam que a capoeira e a medicina não tinham nada a ver, não demoraram para entender a importância do que o professor Rodrigo estava fazendo. 

Através da música e da roda, o capoeirista ensina habilidades de comunicação para profissionais de saúde. Rodrigo mostra como, na capoeira, não prestar atenção nos movimentos do outro é jogar sozinho. Não estar atento à música da roda é perder o ritmo. É correr o risco de não fazer um movimento adequado para o momento. 

Rodrigo acredita na importância de usar esses ensinamentos da capoeira na vida e na medicina. Antes de falar com o paciente é preciso aprender a escutá-lo. Antes de escolher um caminho é fundamental lembrar que, onde quer que você vá, estará sempre em roda. E que pensar em grupo, junto com as pessoas, é a única forma de agir conscientemente. Que uma vida sem diversão e sem afeto é uma vida sem sentido. 

Música, samba de roda, capoeira e medicina: todos os dias os alunos da Universidade de Ouro Preto esperam pela a aula do Dr. Rodrigo. O médico faz questão de lembrar que o importante é encontrar o equilíbrio entre o conhecimento técnico da medicina e os ensinamentos da capoeira. E, claro, descobrir uma forma de colocar quem você é naquilo que faz.

Dr. José Ribeiro, o médico com jornada dupla que também atende como Dr.Cobra

Conhecido por muitos como Dr. Cobra, já teve até ladrão que assaltou o vizinho e deixou de entrar na casa do Dr. José Ribeiro com medo do que iria encontrar no quintal. Ao menos, essa é história que circula entre os policiais. E o que não falta para o Dr. José, clínico e cardiologista na Unimed Pontal do Triângulo, são histórias para contar.

Seguindo os passos de seu pai, que também era um defensor dos bichos, o amor de José pelos animais começou quando ele ainda era criança. A formação em medicina permitiu que ele não só levasse esse amor para a vida adulta, mas também conseguisse ajudar os animais.

Hoje, em seu segundo turno, fora do hospital, o Dr. José cuida de filhotes, animais maltratados e acidentados que, na maioria das vezes, chegam até ele apreendidos pela Polícia Ambiental. Depois de tratados, alguns são soltos na natureza. Outros, mais perigosos, são encaminhados para instituições protetoras ou biomédicas.

O médico já cuidou de onças, cobras, micos, araras, lobos e por aí você pode imaginar. Na época em que vivia acompanhado de onças, quando a campainha da casa tocava, elas iam correndo até o portão. Apesar de estarem presas e não oferecem perigo, rendiam um belo de um susto nos visitantes.


Atualmente, o morador mais inusitado na casa do Dr. José é uma cobra píton que vive em um serpentário. Ela foi apreendida em um circo onde estava sendo maltratada. Hoje, está saudável e tem mais de 3m de comprimento. Ganhou até nome: Brad Píton! E não é a única a ser tratada como gente na casa do Dr. José. O Mico Jackson também não tem do que reclamar.

Os animais se apegam tanto ao Dr.Cobra que deixam ele cuidar de feridas e machucados sem ficarem arredios ou violentos. Ainda assim, é preciso estar preparado para emergências. Se não fosse médico, o Dr. José poderia ter sofrido graves consequências na vez em que foi picado por uma cascavel. Por sorte, descobriu ser o paciente mais calmo que já atendeu.

Dr. José acredita que ajudar os animais beneficia a sua vida como um todo. Com tantas aventuras ao lado dos bichos, o médico se tornou um grande contador de casos. E, contando histórias, faz amizade com todos que passam pelo seu consultório. Para Dr.José, estar perto da natureza faz o ser humano viver com mais alegria e esse sentimento se estende para o exercício da sua profissão e adiciona uma dose extra de afeto a suas relações.

Vanderlice, paciente da Unimed, descobre como encontrar tempo para mudar um hábito

Professora de inglês na Universidade Federal de Ouro Preto e responsável por projetos de educação em escolas públicas da cidade, Vanderlice Sól tem centenas de alunos que acompanha com muito carinho, é casada e tem três filhos. Aos 42 anos, ela sentia que só precisava de mais tempo para cuidar da sua vida pessoal.

Disponibilidade para fazer o famoso check-up? Nem nos sonhos! Ainda assim, Vanderlice pensava estar saudável. Só suspeitou que havia algo de errado quando começou a ter um cansaço anormal. Ao perceber que não poderia mais escapar dos exames de rotina, marcou uma consulta. Os resultados não foram tão bons. Abalada, ela decidiu fazer algumas mudanças de hábitos: parou de comer carne, cortou os alimentos que mais gostava, mas nada adiantou. Os resultados dos exames não apresentaram melhoras significativas.

Para tratar o problema, Vanderlice frequentou cardiologistas, nutrólogos, fez tratamento de homeopatia e participou de várias palestras sobre saúde na Unimed de Ouro Preto. Sempre incentivada pelo seu marido, Núncio, que é médico cooperado pela Unimed, e principalmente pela vontade de transformar a sua saúde, Vanderlice decidiu fazer algo que fosse prazeroso e que resultasse em qualidade de vida.

Já que vivia correndo na vida, calçou um par de tênis e começou a caminhar. Mesmo nos dias em que estava muito cansada, persistiu. Aos poucos, ganhou preparo e a caminhada virou corrida. Concorrendo, Vanderlice sentiu-se em casa. Desde então, nunca mais parou. Participou de campeonatos e maratonas em outras cidades. Fez trilhas na natureza e já completou percursos de mais de 20 km.

Com a corrida, ela medita, escuta música, pensa sobre a vida, planeja poemas e finalmente encontrou tempo para si mesma. Ao focar na saúde e não na doença, Vanderlice descobriu algo poderoso. Mudar um hábito vai além de um prontuário médico. É começar uma jornada tão prazerosa que o percurso torna-se mais interessante do que o destino.

Se antes Vanderlice não tinha tempo nem para um check-up, agora, que está literalmente correndo, encontrou tempo até para escrever poemas e pretende publicar um livro:

“Corrida e tempo

Corre o tempo

Corre a vida

Vida corrida

Vivo correndo

Corro vivendo

Por que não correr?

Ganho vida e tempo!”

Vanderlice Sól

Dr. Manoel Arcísio, tenho um presentinho para o senhor

Aquele tinha tudo para ser um dia normal na vida do Dr. Manoel Arcísio, ginecologista e obstetra na Unimed de Governador Valadares. No entanto, a calmaria foi interrompida pela ligação da secretária anunciando uma situação inusitada. Quatro galinhas caipiras vivas, amarradas de cabeça para baixo em um pedaço de madeira, esperavam o Dr. Manoel na recepção.

Quando chegou ao consultório, ainda atônito pela notícia, o Dr. Manoel recebeu um abraço caloroso do visitante que trazia as galinhas. Morador da zona rural, ele avisou que a esposa só não havia vindo porque estava de resguardo. Ainda assim, ela tinha escolhido as galinhas a dedo. Era a forma que encontraram de agradecê-lo pelo parto e por todos os cuidados durante os últimos nove meses.

Em meio a gargalhadas, a história rendeu uma galinhada para os plantonistas do Hospital de Governador Valadares. E não foi a única vez que o Dr. Manoel recebeu o carinho dos pacientes em forma de presentes inusitados. Certo dia, quando abriu a caixa trazida pelo marido de uma paciente, foi surpreendido por um cabrito sem cabeça.

A homenagem virou uma festa em um bar da cidade. Responsável por decidir o prato, a cozinheira conseguiu agradar aos gregos e aos troianos. Teve cabrito cozido, cabrito assado e cabrito à napolitana, temperado com vinho, azeitona e parmesão.

Para o Dr. Manoel, a alegria não vem de saborear a galinhada, o cabrito ou tantos outros presentes que já recebeu, mas de saber que seus pacientes têm carinho por ele. Para o médico obstetra, o afeto é o ingrediente principal da medicina e o melhor presente que um médico, ou qualquer outro profissional, pode receber.

Rosa Cunha, uma mulher acompanhada por treze médicos e vários anjos

Rosa sonhava em escrever um livro que mudasse a vida das pessoas, mas não sabia qual história contar. Foi então que, em 2017, sua vida começou a mudar e, com isso, sua história de vida também.

Uma inflamação no olho levou Rosa ao médico. Como o problema sempre voltava, ela foi encaminhada para outro especialista. Desde então, surgiram problemas na pele, no pulmão, na orelha, nos ossos, na garganta… Rosa passou por doze especialistas. Até médicos dos Estados Unidos estavam debruçados sobre o caso.

Quase dois anos depois do primeiro sintoma, o décimo segundo médico desvendou o mistério: Granulomatose de Wegener, uma doença que aparece em uma a cada um milhão de pessoas. Rosa não desanimou. Pelo contrário, transformou a dificuldade em brincadeira. Contou que nunca teve a mesma sorte para ganhar na loteria.

Foi a partir dessa experiência que nasceu seu livro O Décimo Terceiro Médico, no qual Rosa fala sobre os anjos que apareceram nesse momento. Cíntia, colaboradora da Unimed Gerais de Minas, foi um deles. Ela marcou todos os exames da Rosa, mais de 130. Passava horas fazendo ligações para conseguir a melhor data e hospital.

Se apareceram tantos anjos na vida de Rosa, talvez tenha sido porque em momento algum ela tirou o sorriso do rosto. Não é à toa que na Rádio Liderança, o programa dela é o que tem mais ibope, com ouvintes até da Nova Zelândia! A cada episódio que nos contava, como quando comentou com o médico que não sabia como ainda não tinha morrido, Rosa soltava uma gargalhada e nos ensinava sobre a importância de lidar bem com os problemas.  E para isso ela dá a receita: “sabedoria e fé”.

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