Saúde integral

Diosceli Propoke, mais conhecida como a Vovó do Abraço

Toda quarta-feira, na Praça Floriano Peixoto, em Belo Horizonte, pessoas de todas as idades esperam por Diosceli Prokope. “Eu fiquei conhecida lá por causa do meu abraço. Tudo começou quando eu vi uma médica falando na televisão sobre o poder de cura do abraço. Decidi que ia começar a abraçar todo mundo na Pracinha, onde vou toda semana fazer ginástica com a equipe da Unimed. Pedi para a minha filha fazer um banner escrito: Está decretado pela Lei do amor que, na Praça Floriano Peixoto, toda quarta-feira, é Dia do Abraço e do Sorriso. E se não abraçar, sorria.”, nos contou Diosceli Prokope, de 88 anos.

Belo Horizonte_MG 21 de Agosto de 2019 Unimed BH | Circuito Unimed Ativa Circuito Unimed Ativa, um programa gratuito da Unimed Belo Horizonte voltado para a pratica de atividades fisicas e promocao da saude. Na imagem, as praticas de Alongamento, Tai chi chuan e caminhada orientada sao realizadas na Praca Floriano Peixoto, Santa Efigenia. Imagem: Gustavo Baxter / NITRO

Dona Diosceli, ou a Vovó do Abraço, como já ficou conhecida, acompanhou de perto a história da Praça Floriano Peixoto. “Meu pai morava ali do lado. Eu vi a Pracinha ser construída. Com o tempo, ela ficou muito mal cuidada. Ninguém nem passava perto por causa do mal cheiro. A Unimed transformou a Pracinha com o Circuito Unimed. Outro dia, escrevi um bilhete para o diretor agradecendo. Ele perguntou se podia me abraçar e eu falei: é claro uai!” 

História de abraço é o que não falta para Diosceli. Uma das pessoas que ela conheceu na Pracinha sofre de depressão e mesmo depois de começar a caminhar em outro lugar, continua indo na Praça Floriano Peixoto só para encontrar com a Vovó do Abraço. “Teve uma vez que eu perguntei para o gari da Pracinha se ele não ia me abraçar. Ele falou: ah, estou sujo, Vó. Eu disse que aquela sujeira não pegava e ele me abraçou forte e gritou: gente, a Vovó do Abraço chegou! Todos os garis vieram me abraçar! Eles viraram meus netos e abraço eles toda quarta-feira.”

Vovó Diosceli contou que nunca sentiu vergonha de abraçar as pessoas que não conhece. “Temos que ter vergonha é de coisa ruim. Não de abraçar. Fiz muitos amigos assim. Outro dia, uma senhora que estava no ponto do ônibus me chamou e falou que sabia que não era quarta-feira, mas estava precisando muito de um abraço meu. O abraço é vontade de superar as dificuldades. Quando você abraça alguém, transmite energia. É uma troca.”

Emanuela Lima, psicóloga da Unimed, conta sobre a importância de um olhar global na saúde

“Tive uma paciente que desenvolveu leucemia quando era criança e sobreviveu contra todas as expectativas. Ela parou a medicação aos 19 anos porque queria ter um filho. Quando o bebê nasceu, ela piorou e foi internada. A maior angústia dela era partir sem poder compartilhar tudo que havia aprendido com o filho. Então, sugeri para ela a possibilidade de registrarmos um vídeo diário sobre o que ela gostaria que fosse transmitido ao filho. Isso possibilitou que ela ressignificasse a possibilidade de morte e também transformou a minha percepção sobre a morte.   Aprendi que mesmo quando não se pode fazer nada do ponto de vista clínico, sempre há muito o que se fazer do ponto de vista emocional e de outros aspectos.”, nos contou Emanuela Lima, que é psicóloga hospitalar na maternidade da Unimed em Belo Horizonte.

Emanuela acredita que se por um lado, infraestrutura é algo importante em um hospital, infraestrutura sem humanização não é suficiente para oferecer um bom atendimento. “Muitas vezes é difícil perceber que o adoecimento físico está relacionado ao emocional e que a forma como lidamos com as doenças influencia na recuperação. Recentemente, acompanhei uma senhora que estava internada e sentia saudades do cachorro. Conseguimos encontrar uma forma dentro das regras do hospital e da vigilância sanitária para levar o bichinho até a parte externa do hospital. Isso influenciou nitidamente na recuperação dela e, em pouco tempo, ela foi liberada.”

Para tratar do emocional dos pacientes, Emanuela aprendeu a estar atenta à individualidade de cada um. E em contato diário com pessoas que estão em situações de saúde muito frágeis, começou a perceber a vida de outra forma. “Se eu te disser que você pode morrer amanhã, todos os problemas que você achou que tinha perdem a relevância para dar lugar a prioridades que você deixa passar e que são óbvias. Porque é muito fácil se esquecer do óbvio.”

Vanderlice, paciente da Unimed, descobre como encontrar tempo para mudar um hábito

Professora de inglês na Universidade Federal de Ouro Preto e responsável por projetos de educação em escolas públicas da cidade, Vanderlice Sól tem centenas de alunos que acompanha com muito carinho, é casada e tem três filhos. Aos 42 anos, ela sentia que só precisava de mais tempo para cuidar da sua vida pessoal.

Disponibilidade para fazer o famoso check-up? Nem nos sonhos! Ainda assim, Vanderlice pensava estar saudável. Só suspeitou que havia algo de errado quando começou a ter um cansaço anormal. Ao perceber que não poderia mais escapar dos exames de rotina, marcou uma consulta. Os resultados não foram tão bons. Abalada, ela decidiu fazer algumas mudanças de hábitos: parou de comer carne, cortou os alimentos que mais gostava, mas nada adiantou. Os resultados dos exames não apresentaram melhoras significativas.

Para tratar o problema, Vanderlice frequentou cardiologistas, nutrólogos, fez tratamento de homeopatia e participou de várias palestras sobre saúde na Unimed de Ouro Preto. Sempre incentivada pelo seu marido, Núncio, que é médico cooperado pela Unimed, e principalmente pela vontade de transformar a sua saúde, Vanderlice decidiu fazer algo que fosse prazeroso e que resultasse em qualidade de vida.

Já que vivia correndo na vida, calçou um par de tênis e começou a caminhar. Mesmo nos dias em que estava muito cansada, persistiu. Aos poucos, ganhou preparo e a caminhada virou corrida. Concorrendo, Vanderlice sentiu-se em casa. Desde então, nunca mais parou. Participou de campeonatos e maratonas em outras cidades. Fez trilhas na natureza e já completou percursos de mais de 20 km.

Com a corrida, ela medita, escuta música, pensa sobre a vida, planeja poemas e finalmente encontrou tempo para si mesma. Ao focar na saúde e não na doença, Vanderlice descobriu algo poderoso. Mudar um hábito vai além de um prontuário médico. É começar uma jornada tão prazerosa que o percurso torna-se mais interessante do que o destino.

Se antes Vanderlice não tinha tempo nem para um check-up, agora, que está literalmente correndo, encontrou tempo até para escrever poemas e pretende publicar um livro:

“Corrida e tempo

Corre o tempo

Corre a vida

Vida corrida

Vivo correndo

Corro vivendo

Por que não correr?

Ganho vida e tempo!”

Vanderlice Sól

Programa Mude Um Hábito, da Unimed, ajuda Bruno Pereira a conquistar um estilo de vida saudável

Bruno Pereira é enfermeiro na Unimed Juiz de Fora e participou do programa Mude Um Hábito, que incentiva as pessoas a levarem um estilo de vida mais saudável. A história começou em 2018, quando, em apenas três meses, ele engordou 15kg, chegando aos 95 kg, e começou a ficar preocupado com os sinais do seu corpo.

“Antes de ganhar peso, eu fazia exercício físico todos os dias, mas parei porque estava sem tempo. Como minha alimentação não era saudável, eu engordei muito rápido. No começo, não dei muita importância, mas não demorou para eu notar que estava com dores nas articulações e o ganho de peso também estava influenciando no meu emocional.”, nos contou.

Na época em que Bruno já estava buscando uma mudança no seu estilo de vida, a Unimed iniciou o projeto Mude Um Hábito na empresa. “O primeiro hábito que transformamos foi a rotina alimentar. Para isso, tivemos acompanhamento de nutricionistas e de psicólogos. Isso foi muito importante, pois além de nos ensinarem sobre os alimentos e sobre as substituições alimentares, aprendemos a administrar a ansiedade, que muitas vezes é uma das causadoras de um estilo de vida pouco saudável.”

“As duas primeiras semanas foram as mais difíceis. Tive muita dificuldade para comer menores porções e de forma mais saudável. Mas com o passar do tempo, foi ficando mais natural, o que só me mostrou como viciamos nosso corpo com alimentos que, na verdade, nem gostamos tanto. Também foi muito importante estar cercado de pessoas que tinham o mesmo objetivo. Isso motiva muito.”

Durante três meses no Programa Mude Um Hábito, Bruno emagreceu 13 kg e está muito feliz não só com a sua conquista, mas também por ter inspirado várias pessoas a buscarem uma vida mais saudável: “Alguns amigos repararam como eu estou mudado e ficaram motivados para buscar essa transformação para a vida deles também.” De acordo com Bruno, o Mude Um Hábito o ensinou uma lição valiosa: “A gente fala que não tem tempo para atividade física, mas se temos tempo para assistir Netflix ou procrastinar nas redes sociais é porque estamos precisando mudar um hábito. Você também precisa entender que o seu estilo de vida hoje diz muito sobre como você vai envelhecer e sobre a independência que você ter nos próximos anos. Aprendi a pensar no futuro.”

Motorista no Programa de Promoção de Saúde e Colaborador do Pedal, Álvaro Queiroz nos ensinou que sonhos gostam de movimento

Álvaro tinha 15 anos quando entrou para o programa Jovem de Ouro da Unimed Inconfidentes. Nessa conta, já se passaram outros 15 anos. Hoje, ele é motorista de ambulância no Programa de Promoção de Saúde, profissão que ele ama. “Meu pai é motorista e eu sou fascinado com carros desde pequeno.”

Seu mundo sobre rodas não fica restrito ao trabalho. Nas horas vagas ele resolveu que queria continuar pilotando, mas desta vez escolheu a bicicleta.No Programa Colaboradores do Pedal da Unimed, além de praticar um esporte que gosta muito, ele vê a chance de incentivar outras pessoas na mudança de hábitos. “No meu caso, sempre gostei de andar de bicicleta e por ser algo prazeroso, não vejo dificuldades. Mas sei que tem gente que não tem tanto costume com o pedal. Mas um começa a pedalar e puxa o outro e de repente chegam mais dois, e assim por diante. De repente, somos muitos, todos em busca de uma vida mais saudável.”

Seja sob quatro ou duas rodas, Álvaro segue realizando seus sonhos na Unimed:

“É muito importante conviver com pessoas queridas e ter um emprego que gostamos para crescer na vida. Muitas vezes, a felicidade está na nossa frente, basta a gente ter um pouquinho de paciência e viver um dia após o outro.”

Então, fica o recado do Álvaro: um dia após o outro. Sempre em movimento.

Eliano, colaborador da Unimed, transforma a vida de senhora com Alzheimer

O Eliano Cordeiro trabalha na área de Cadastros da Unimed e todos os dias ele conhece novas histórias. Algumas vezes, tem a oportunidade de transformar a vida de pessoas. Foi o que aconteceu quando ele conheceu a história da dona Martha Vilhena. Portadora de Alzheimer, ela se recusava a fazer alguns exames antes que o Dr. Lucas, um médico fruto da sua imaginação, entrasse em contato.

Como durante o tratamento do Alzheimer, é recomendado pelos neurologistas respeitar a fantasia criada pelo paciente com o intuito de não gerar ansiedade e insegurança, a médica responsável pelo tratamento da dona Martha, Dra. Daniela Loureiro Alves, teve uma ideia. Com o consentimento da família da paciente, convidaram o Eliano para se passar pelo Dr. Lucas. Por telefone, Eliano tentou convencer a dona Martha a cuidar da sua saúde e nos contou um pouco dessa história:

“Ela acredita que esse médico está morando no Estados Unidos e no começo da ligação, já me apertou perguntando em que cidade eu estava. A sorte foi que eu tinha Orlando na ponta da língua. Ela também perguntou como eu e minha família estávamos e ainda me chamou a atenção, falando que eu era casado e não deveria ficar atrás dela. Depois de muito tempo conversando, ela disse que faria os exames que eu tinha pedido e iria receber a enfermeira da Medicina Preventiva em casa para levá-la para realizar os exames necessários.”

Eliano acredita que o que torna as conversas significativas é conseguir olhar o mundo através da perspectiva do outro: “No fim das contas, todo mundo é igual e o que queremos é alguém que nos entenda. Na área da saúde, ações pequenas como essa podem transformar realidades. É preciso paciência, mas vale a pena.” O resultado da ação foi tão positivo que a dona Martha não só fez os exames, como passou a se sentir melhor perto das pessoas que não acreditavam na existência do médico e até gravou um vídeo agradecendo e mandando um beijo para o Dr. Lucas. “Eu fiquei muito emocionado quando recebi o vídeo. O que não existe para mim, existe para o outro, e confiar na pessoa, muda tudo.”, contou Eliano, o nosso Dr. Lucas, que com apenas 20 anos, transformou a vida de alguém que antes poderia ser apenas um nome cadastrado no sistema.


Se hoje contamos a história da dona Martha Vilhena, e ela segue o seu tratamento, é porque houve uma grande dedicação de toda a equipe do Programa de Gerenciamento de Casos Especiais. A Medicina Preventiva agradece ao colega Eliano por embarcar nessa jornada e alcançar o maior propósito deste trabalho: a humanização.

Envolvidos:

Médicos: Dr. Artur Horta Passos, Dra. Draniela Loureiro Alves, Dra Flávia Santana Carvalho.

Enfermeiras: Cristiani Menali, Grazielle Apª C. Santana.

Fisioterapeutas: Daniele Araújo Ferreira, Mayra Marcenes Nogueira.

Nutricionistas: Magda Amélia de Souza, Roberta Soares Terra.

Administrativo: Julianne Oliveira Lopes.

Casal do programa Idoso Bem Cuidado é inspiração para quem quer continuar aproveitando a vida na terceira idade

Ana Maria Silva e Joaquim Reinaldo Araújo são casados há 43 anos e a chegada da terceira idade não diminuiu o ânimo do casal, que nos ensinou lições valiosas. Bióloga de formação, Ana Maria hoje tem 63 anos e trabalhou como professora enquanto seu marido, hoje com 72, exercia a função de bancário. Em 2013, os dois decidiram que era o momento de ter uma vida mais tranquila e aproveitar a recém conquistada aposentadoria. Mas quem pensa que desde então eles passam todos dias de pernas para o ar está muito enganado. Participantes do programa Idoso Bem Cuidado, da Unimed, eles fazem de tudo para se manterem em forma, fisicamente e mentalmente.

“Eu nunca imaginei que um programa pudesse atender tanto às nossas necessidades. No Idoso Bem Cuidado, a gente pratica exercícios físicos para a terceira idade, joga palavras cruzadas, que ajuda muito na memória, participa do bingo e das festas de datas comemorativas, como festa junina e carnaval. Conhecemos muita gente! Gente que antes era desconhecida e hoje virou da família, sabe?”, nos contou Ana.  

Manter-se com a saúde boa foi a maneira que o casal encontrou para continuar aproveitando a vida: “Queremos estar em forma para viajar, porque não há coisa melhor. Recentemente, fomos para Vila Velha por uma empresa que começamos a trabalhar. Você acredita que começamos a trabalhar na empresa há cinco meses? Queremos ficar bem espertinhos para continuar alcançando as metas da empresa e viajar ainda mais.”

Nós ficamos encantados com a parceria desse casal e com o quanto eles estão aproveitando a vida na terceira idade. E é claro que eles deixaram algumas dicas para os jovens envelhecerem bem: “Tem que manter uma dieta saudável, fumar nem pensar e tentar não beber muito. Para um relacionamento duradouro assim? Menina, tem que amar muito, ser compreensivo, paciente e principalmente ter diálogo.”

Movidos pelo companheirismo, mãe e filho transformam obstáculos em uma grande aventura

O amanhã é imprevisível. Algumas vezes, traz histórias que mudam a nossa vida para sempre. Foi assim com a Zilda e o Matheus, mãe e filho.  Aos 63 anos, Zilda sofreu um atropelamento. Menos de um ano depois, teve um câncer seguido de um AVC, que comprometeu seriamente a sua capacidade motora. “Eu tinha acabado de me formar e não sei de onde tirei forças para cuidar da minha mãe.”, contou Matheus, de 31 anos, que vive sozinho com Zilda desde os seis.

Com o acidente e as doenças, Matheus e Zilda começaram a buscar novas motivações. Uma das ideias foi entrar para o atletismo e, movidos por esse sonho, Matheus comprou um triciclo adaptado para a mãe. Por sorte ou destino, ele fazia academia no mesmo lugar de um profissional de marketing da Unimed, o Edson. Quando se conheceram, não houve dúvida de que aquela história se transformaria em uma parceria.

Desde então, a Unimed de São Sebastião do Paraíso oferece ajuda financeira com transporte, alimentação e inscrições para que eles possam participar de provas de corrida. Além disso, Zilda também recebe a visita periódica de um médico, uma enfermeira, um fisioterapeuta e uma nutricionista.

“A Unimed fez mais do que patrocinar as nossas corridas. As pessoas da equipe cuidam muito da minha mãe. Elas trazem palavras que não estão no contrato, como amor e carinho.”, contou Matheus.

Registro fotográfico da Corrida Unimed, realizada no dia 24 de junho de 2018, em Guaxupé, Minas Gerais.

Os dois também sonham em ter uma moto adaptada para viajarem por todo o Brasil e, claro, entrar mais uma vez no mar.

“Os maiores sonhos também são pequenos, como tomar sorvete na praça ou ficar deitado na cama ao lado da minha mãe dando risada. Cada momento é um sonho realizado. Quem tem esse tipo de amizade sabe do que eu estou falando.”, lembrou o filho de Zilda.

Matheus disse que se tornou mais forte depois de tantas aventuras e que adora compartilhar o que viveu e inspirar outras pessoas. “Eu?! Aprendi a ser mais humana e a dar mais amor para quem precisa.”, contou Zilda.

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