Aeromédica

Remoção da aeromédica transforma a vida de pai e filho

Acácio da Fonseca e sua esposa, Clara Gonçalves, estavam em Silvianópolis, MG, quando o filho deles começou a dar sinais de que iria nascer longe de casa, com um mês de antecedência. O receio dos pais se transformou em um problema real quando eles perceberam que o hospital de Silvianópolis não teria condições de tratar o filho deles.  Ao aspirar água do parto, Gabriel teve uma infecção no pulmão e precisava ser levado até uma UTI infantil com urgência. No entanto, a UTI infantil mais próxima ficava em Poços de Caldas e para chegar até lá, eram cento e cinquenta quilômetros na estrada.

Acácio percebeu que provavelmente aquele seria o momento mais desafiador de sua história. A vida de Gabriel estava em risco e ele não estava disposto a perdê-lo: “Quando descobri que teria um filho, foi uma alegria infinita. Compartilhei a novidade com todo mundo. Só não coloquei na televisão e no rádio porque não tinha como.”

Acácio estava angustiado, com muitas dúvidas sobre o que fazer quando entrou em contato com o atendimento de urgência da Unimed.

“Eu queria pedir uma ambulância para resgate, mas a Marisa, responsável pelo atendimento na Aeromédica, me disse que devido a situação da criança e as condições da estrada, seria necessário um remoção por via aérea. Eu nem sabia como isso funcionava. Fiquei sem chão. Para realizar a remoção, foram envolvidos mais de vinte profissionais. A Marisa fez tudo com uma sincronia perfeita. Ela faz parte da minha história e, agora, já somos amigos há dezesseis anos.”.

Ao chegarem em Poços de Caldas, Gabriel foi tratado e ficou três dias na UTI antes de ir para o quarto. E é claro que depois de toda essa aventura, Acácio não perdeu mais um minuto ao lado de seu filho: “Eu tirei licença do trabalho e fiquei com ele todos os dias no quarto. No primeiro dia, eu reparei como a enfermeira dava banho nele. No segundo dia, eu mesmo fiz tudo. Quando a enfermeira voltou, eu já estava dando a mamadeira para o Gabriel. Ninguém acreditou. Eu fiquei famoso no hospital.”

Hoje, Gabriel está com dezesseis anos e a sua conexão com o pai continua inspirando as pessoas. Já jogaram muito futebol, pescaram, passaram os finais de semana no sítio… tornaram-se melhores amigos. E, claro, Acácio se emociona com o dia da remoção do filho até hoje: “Sempre que conto essa história meus olhos se enchem de água, minha voz falha, é como se estivesse revivendo o momento”. Talvez, inspirado pela própria história, hoje, Gabriel, que está cursando o segundo ano do ensino médio, sonha em ser médico. Acácio ficou orgulhoso com a decisão e, sobretudo, com quem o filho está se tornando: “Eu consegui criar um filho que é uma pessoa boa, que vai melhorar a vida de muita gente, assim como meus pais fizeram comigo.”

Conheça a história do Bruno Vergara, um dos médicos que ajudou a salvar as crianças na tragédia de Janaúba

Aquela tinha tudo para ser mais uma quinta-feira na rotina de intensa dedicação do médico Bruno. Cirurgião de trauma, ele saía de um plantão no João XXIII quando recebeu um chamado da Unimed Aeromédica. Apesar de já estar acostumado a atender pacientes em estado grave, não imaginava que o atendimento que ele viria a prestar se tornaria, acima de tudo, uma grande experiência de vida. O vigilante noturno da creche Gente Inocente, em Janaúba, havia ateado fogo em uma professora, em inúmeras crianças e em si mesmo. O caso se tornou ainda mais grave quando perceberam que o hospital de Janaúba não conseguiria atender uma tragédia desta dimensão. A Secretária de Saúde do estado então foi chamada e logo acionou a Unimed Aeromédica para ajudar a prestar o socorro. Bruno, acompanhado de outros médicos, se dirigiu rapidamente para o hangar da Unimed Aeromédica, na Pampulha, onde pegou um avião para socorrer as vítimas.


“Nós éramos uma esperança para quem estava lá. Cada atendimento a uma criança, não se restringia a ela. Era também um atendimento para toda uma família em um momento de grande comoção.”, contou Bruno.

Ao chegarem no local, perceberam que por mais que houvessem muitos médicos ajudando, faltavam vários equipamentos e medicamentos no hospital de Janaúba. “Primeiro nós estabilizamos as crianças para que elas tivessem condição de viajar.  A situação era tão grave que foi necessário montar uma estrutura para levar duas crianças em cada aeronave, sendo que geralmente levamos apenas uma”.

Para o médico, de 37 anos, a maior lição de Janaúba foi perceber o poder da cooperação.

“Todas as pessoas da Unimed Aeromédica se envolveram na missão. Mesmo quem não estava de plantão, ajudou. Lembraram até de levar lanche para quem estava trabalhando. O trabalho em grupo fez o impossível acontecer.”

Bruno tem muito orgulho da sua profissão: “acredito que o sucesso profissional é quando a gente sabe que a nossa atuação transformou a vida de alguém.” Com certeza, o dia 5 de outubro de 2017 vai ficar marcado para sempre como o dia em que vários médicos se transformaram em verdadeiros super-heróis para muitas crianças.


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