Médicos

Dr. Paulo Brandão, um médico de pessoas e de plantas

Dizem que toda pessoa deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Quando se trata de plantar árvores, o Dr. Paulo, cardiologista na Unimed Inconfidentes, está não só fazendo a sua parte, como também incentivando outras pessoas. “A primeira árvore que plantei foi um pé de ameixa. Eu tinha sete anos e minha tia me deu uma semente. Foi aí que começou o meu amor pela terra. Nunca mais parei de plantar e, atualmente, faço projetos de ecologia em algumas  Instituições. 

Na comemoração dos 50 anos da Universidade Federal de Ouro Preto, onde sou médico, participei da ideia de plantar 50 mudas no terreno. Estávamos sem funcionários de jardinagem e muita gente achou que não ia dar certo. O projeto só está ganhando vida porque cada professor apadrinhou uma árvore. Fizeram o plantio da muda e todos os dias passam para molhar a terra. Tem aluno de outros cursos que chegam para conversar comigo porque também querem começar a plantar no campus onde estudam. Quando cada pessoa faz a sua parte, é bem mais fácil de transformar o mundo, mesmo que aos pouquinhos.”

Dr. Pauto acredita que cuidar de plantas está diretamente conectado com o ofício da medicina e que essa atividade pode, e deve, fazer parte do cotidiano de todas as pessoas. “Plantar uma árvore pode transformar a nossa vida em inúmeros sentidos. Primeiramente, é uma forma de cuidar da nossa saúde. Quando trabalhamos com a terra, conseguimos descarregar as energias que acumulamos ao longo do dia. 

Além disso, ver uma árvore crescer é uma lição de paciência. Isso muda a nossa relação com as pessoas e com os acontecimentos. Aprendemos a esperar. Inclusive, porque perto da natureza, é mais fácil de entender quem somos. E, é claro, que plantar uma árvore também é uma maneira de deixar um legado. Algumas árvores são centenárias. A gente fala muito de meio ambiente e esquece que fazemos parte desse meio ambiente. Precisamos cuidar dele para nós e para as próximas gerações.”

Dr. Rodrigo Penha conta sobre os corações do mundo

O desejo de viajar faz parte da família do Dr. Rodrigo Penha há muito tempo. Sua esposa, Lídia Mayrink, também médica, viaja desde antes de colocar os pés neste mundo. Na barriga da mãe, pegou carona na beira da estrada do México, fez parada em todos os países da América Central e nasceu brasileira. Ao lado de Lídia, Rodrigo e os dois filhos do casal continuam viajando por aí. Para unir as viagens à profissão, Dr. Rodrigo, que é Cardiologista na Unimed Uberlândia, usa as histórias que conhece ao redor do mundo para incentivar seus pacientes a terem hábitos de vida mais saudáveis.

“Já estive em mais de 40 países. Conheci atitudes positivas para a saúde e outras péssimas. Os portugueses, por exemplo, têm uma ótima tradição. Além de comerem muitos legumes regados no azeite e tomarem uma taça de vinho todos os dias, sempre dormem um pouquinho depois do almoço. É o oposto dos americanos, que comem na frente do computador ou enquanto se deslocam de um lugar para o outro. A gente consegue ver como isso faz diferença no estado de espírito e na saúde das pessoas.

Um dos povos mais saudável que conheci foi em um pequeno país chamado Laos, na Ásia. A vida por lá segue outro ritmo. Não estão sempre correndo e preocupados em ganhar dinheiro. Na China, também aprendi uma lição que até hoje conto para os meus pacientes. Uma senhora de 94 anos estava caminhando na Muralha da China bem mais rápido do que eu e minha esposa. Perguntei para ela qual era o segredo de tanta animação. E ela me respondeu: pouco prato e muito sapato.”

Depois de conhecer tantas histórias ao redor do mundo, Dr. Rodrigo tem ainda mais certeza de que na maioria das vezes, não precisamos de grandes tecnologias para ter uma vida saudável. “O principal é moderação. Comer bem, fazer exercícios, não trabalhar em excesso. Viajar também ajuda muito. Quando voltamos, estamos muito mais dispostos para buscar esse equilíbrio necessário em tudo que fazemos.”

Dr. Luciano Borges cria o curso Casal Gestante para unir mãe e pai no cuidado pelo bebê

“Criei o curso Casal Gestante em 2010 na Unimed Uberaba para oferecer um conteúdo voltado para a saúde da gestante e do bebê. No início, poucos homens participavam e o nosso maior desafio era mostrar como a presença deles é importante neste momento. Até hoje não me esqueço da primeira vez que um pai apareceu sozinho em um dos encontros. Como a mulher dele precisava de repouso, ele veio no lugar dela. Aquilo foi muito emocionante. Hoje, temos cerca de 50 casais por curso.”, nos contou o Dr. Luciano Borges, pediatra e especialista em aleitamento materno. 

Um dos assuntos mais trabalhados durante o curso Casal Gestante é a amamentação. “Um bebê que se alimenta do leite materno até pelo menos os dois anos tem muito mais chance de não desenvolver doenças na infância e na vida adulta. O problema é que, por falta de orientação, muita gente começa a dar chupeta e mamadeira para o bebê e, como a pega é muito mais fácil, depois a criança não consegue mamar no peito. Isso pode provocar a baixa produção do leite, mastite e uma série de outros problemas.”

No início do Curso Casal Gestante, em 2010, Luciano fez uma pesquisa com os pais perguntando como eles pensavam que podiam ajudar durante a amamentação. A maioria respondeu falando sobre dar apoio emocional. Hoje, depois de nove anos trabalhando este conteúdo, que também têm sido cada vez mais abordado em outros lugares, Luciano reparou que houve uma mudança significativa na participação dos pais. “Eles querem entender a maneira correta de amamentar e de ordenhar para avaliar a técnica ao lado da mulher. Muitos também querem aprender a dar o leite materno para o bebê em um copinho, sem a mamadeira, para quando a mãe não estiver presente. Esse é um dos significados de ser um Casal Gestante. É fazer junto, não é mesmo?”

Antônio Júlio Nastácia: uma vida entre os palcos e o consultório

Se você tem adiado os sonhos por falta de tempo, precisa conhecer a história do Antônio Júlio. Ele tem 48 anos, é médico dermatologista na Unimed BH e guitarrista na banda Tianastácia. Quando se formou em Dermatologia, ele começou a tocar na banda, que na época tinha apenas duas músicas, e desde então concilia a vida entre os palcos e o consultório. De segunda à quinta, atua como médico e nos finais de semana, como músico. 

Antônio acredita que manter as duas profissões traz equilíbrio para a vida dele e que com um pouco de organização e criatividade todo mundo pode pensar maneiras de unir os seus sonhos em um mesmo caminho.

“A música é o oposto da medicina. O que uma tem de leve a outra tem de sério. Também aprendi que é possível unir os dois ofícios. Uma vez fiz uma palestra sobre câncer de pele em uma escola e levei uma música que falava sobre sol e filtro solar. As crianças aprenderam se divertindo. Aquela música “O Sol”, que fala “Ei, dor, eu não te escuto mais…”, eu fiz para a minha mãe. Ela tinha síndrome do pânico e falei para ela cantar quando estivesse com medo.”

Para encontrar tempo para os dois ofícios, Antônio abandonou tudo que não era importante. “Televisão é algo que eu não assisto há muito tempo. A última novela que vi foi Pantanal. Isso já deve ter uns 30 anos. Além de músico e médico, eu também sou faixa marrom de Jiu Jitsu e tenho duas filhas. Invisto o meu tempo nos meus sonhos e na minha família. Acho que se uma pessoa fala que não tem tempo para um sonho, mas passa três horas por dia nas redes sociais, sem trabalhar com isso, ela está se enganando de alguma forma. Não é? Minha sugestão é escrever tudo que você faz durante um dia em um papel. Assim, fica mais fácil de se organizar e usar o tempo para o que realmente pode fazer diferença na sua vida.”

Dr. Rodrigo Pastor une medicina e capoeira na sala de aula

O Dr. Rodrigo Pastor tem 42 anos, é cooperado pela Unimed Inconfidentes, onde atende como médico de família, e é capoeirista desde os 18 anos. Quando se formou, o Dr. Rodrigo nem imaginava que iria conseguir unir as suas duas paixões, a medicina e a capoeira, em um mesmo caminho.  

Foi na sala de aula da Universidade Federal de Ouro Preto que essa história começou. Mesmo os que pensavam que a capoeira e a medicina não tinham nada a ver, não demoraram para entender a importância do que o professor Rodrigo estava fazendo. 

Através da música e da roda, o capoeirista ensina habilidades de comunicação para profissionais de saúde. Rodrigo mostra como, na capoeira, não prestar atenção nos movimentos do outro é jogar sozinho. Não estar atento à música da roda é perder o ritmo. É correr o risco de não fazer um movimento adequado para o momento. 

Rodrigo acredita na importância de usar esses ensinamentos da capoeira na vida e na medicina. Antes de falar com o paciente é preciso aprender a escutá-lo. Antes de escolher um caminho é fundamental lembrar que, onde quer que você vá, estará sempre em roda. E que pensar em grupo, junto com as pessoas, é a única forma de agir conscientemente. Que uma vida sem diversão e sem afeto é uma vida sem sentido. 

Música, samba de roda, capoeira e medicina: todos os dias os alunos da Universidade de Ouro Preto esperam pela a aula do Dr. Rodrigo. O médico faz questão de lembrar que o importante é encontrar o equilíbrio entre o conhecimento técnico da medicina e os ensinamentos da capoeira. E, claro, descobrir uma forma de colocar quem você é naquilo que faz.

Dr. José Ribeiro, o médico com jornada dupla que também atende como Dr.Cobra

Conhecido por muitos como Dr. Cobra, já teve até ladrão que assaltou o vizinho e deixou de entrar na casa do Dr. José Ribeiro com medo do que iria encontrar no quintal. Ao menos, essa é história que circula entre os policiais. E o que não falta para o Dr. José, clínico e cardiologista na Unimed Pontal do Triângulo, são histórias para contar.

Seguindo os passos de seu pai, que também era um defensor dos bichos, o amor de José pelos animais começou quando ele ainda era criança. A formação em medicina permitiu que ele não só levasse esse amor para a vida adulta, mas também conseguisse ajudar os animais.

Hoje, em seu segundo turno, fora do hospital, o Dr. José cuida de filhotes, animais maltratados e acidentados que, na maioria das vezes, chegam até ele apreendidos pela Polícia Ambiental. Depois de tratados, alguns são soltos na natureza. Outros, mais perigosos, são encaminhados para instituições protetoras ou biomédicas.

O médico já cuidou de onças, cobras, micos, araras, lobos e por aí você pode imaginar. Na época em que vivia acompanhado de onças, quando a campainha da casa tocava, elas iam correndo até o portão. Apesar de estarem presas e não oferecem perigo, rendiam um belo de um susto nos visitantes.


Atualmente, o morador mais inusitado na casa do Dr. José é uma cobra píton que vive em um serpentário. Ela foi apreendida em um circo onde estava sendo maltratada. Hoje, está saudável e tem mais de 3m de comprimento. Ganhou até nome: Brad Píton! E não é a única a ser tratada como gente na casa do Dr. José. O Mico Jackson também não tem do que reclamar.

Os animais se apegam tanto ao Dr.Cobra que deixam ele cuidar de feridas e machucados sem ficarem arredios ou violentos. Ainda assim, é preciso estar preparado para emergências. Se não fosse médico, o Dr. José poderia ter sofrido graves consequências na vez em que foi picado por uma cascavel. Por sorte, descobriu ser o paciente mais calmo que já atendeu.

Dr. José acredita que ajudar os animais beneficia a sua vida como um todo. Com tantas aventuras ao lado dos bichos, o médico se tornou um grande contador de casos. E, contando histórias, faz amizade com todos que passam pelo seu consultório. Para Dr.José, estar perto da natureza faz o ser humano viver com mais alegria e esse sentimento se estende para o exercício da sua profissão e adiciona uma dose extra de afeto a suas relações.

Dr. Manoel Arcísio, tenho um presentinho para o senhor

Aquele tinha tudo para ser um dia normal na vida do Dr. Manoel Arcísio, ginecologista e obstetra na Unimed de Governador Valadares. No entanto, a calmaria foi interrompida pela ligação da secretária anunciando uma situação inusitada. Quatro galinhas caipiras vivas, amarradas de cabeça para baixo em um pedaço de madeira, esperavam o Dr. Manoel na recepção.

Quando chegou ao consultório, ainda atônito pela notícia, o Dr. Manoel recebeu um abraço caloroso do visitante que trazia as galinhas. Morador da zona rural, ele avisou que a esposa só não havia vindo porque estava de resguardo. Ainda assim, ela tinha escolhido as galinhas a dedo. Era a forma que encontraram de agradecê-lo pelo parto e por todos os cuidados durante os últimos nove meses.

Em meio a gargalhadas, a história rendeu uma galinhada para os plantonistas do Hospital de Governador Valadares. E não foi a única vez que o Dr. Manoel recebeu o carinho dos pacientes em forma de presentes inusitados. Certo dia, quando abriu a caixa trazida pelo marido de uma paciente, foi surpreendido por um cabrito sem cabeça.

A homenagem virou uma festa em um bar da cidade. Responsável por decidir o prato, a cozinheira conseguiu agradar aos gregos e aos troianos. Teve cabrito cozido, cabrito assado e cabrito à napolitana, temperado com vinho, azeitona e parmesão.

Para o Dr. Manoel, a alegria não vem de saborear a galinhada, o cabrito ou tantos outros presentes que já recebeu, mas de saber que seus pacientes têm carinho por ele. Para o médico obstetra, o afeto é o ingrediente principal da medicina e o melhor presente que um médico, ou qualquer outro profissional, pode receber.

Dr. Zilmo, fundador do Natal Solidário, ação realizada pela Unimed, conta a história do projeto e fala sobre a importância da solidariedade

“Eu fui criado em uma bairro muito simples e meus pais sempre ajudaram as pessoas da região. Lembro que quando eu era criança, fiz amizade com o Mauri, um menino de rua. Eu e meus pais levamos ele para a escola, compramos material escolar e passamos a ajudar com mantimentos. Hoje, ele já faleceu, mas deixou dois filhos empregados e uma casa própria para a família.”, nos contou o Dr. Zilmo Antunes, cooperado da Unimed de Pará de Minas e o fundador do Natal Solidário.

O Projeto arrecada o valor de uma consulta de cada cooperado, que é descontada no pagamento de dezembro, para realizar uma festa de Natal em alguma comunidade de baixa renda. A festa conta com lanches, jogos, brincadeiras e um presente para cada criança. “O que mais chama a atenção na festa é a alegria das crianças. No último ano, tivemos um Papai Noel que veio em um helicóptero cedido por um empresário da cidade. Muitas comentaram que foi a melhor festa que já tiveram na vida.”, nos contou o Dr. Zilmo, que fez questão de frisar que sem a esposa dele, Maria Aparecida, e a doação voluntária dos cooperados esse projeto não seria o mesmo.

Dr. Zilmo procura levar a solidariedade também para a sua vida pessoal e transmitir isso para os seus filhos:

“Acho que a solidariedade está muito na criação. Eu vivi isso com os meus pais e continuo a praticar. A sobrinha da minha mulher teve diabetes muito nova e a mãe dela não tinha condições de cuidar. Nós adotamos a menina, que há alguns anos faleceu, mas deixou uma linda netinha, que hoje tem 14 anos e continua vivendo com a gente.”

Zilmo acredita que a solidariedade precisa estar mais presente não só na área da saúde, mas em tudo: “O governo tem que fazer a parte dele, mas a transformação está nas pessoas. Um amigo meu tem uma frase que eu adoro. Ele diz que nessa vida se a gente não fizer alguma coisa pelos mais necessitados, a gente vai passar despercebido.”

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