Pacientes

Uma família que surgiu com o apoio do Bem Viver

Ninguém sonha sozinho. Hoje, Renata Romaniuk, de 33 anos, tem certeza disso. Depois de cinco anos tentando ter um bebê, ela e o marido descobriram que, para conquistar esse sonho, precisariam da ajuda da ciência. Se as economias foram embora com os procedimentos, por outro lado, não existia felicidade maior do que ver o resultado positivo no teste de gravidez. Tudo ocorria como o planejado até que em uma sexta-feira a história teve uma reviravolta.

“Eu estava com cinco meses de gestação. Fui com meu marido em uma peça de teatro e, depois, saímos para comer uma pizza. Na porta da pizzaria, minha bolsa estourou. Corremos para o hospital. Mesmo depois de uma semana em repouso absoluto, foi necessário fazer o parto induzido. Perdi os dois bebês, que nasceram muito prematuros. Meu marido e eu entramos em uma depressão profunda.”

Com a perda dos filhos, o casal começou a participar do Bem Viver, programa de acompanhamento físico e psicológico da Unimed em Sete Lagoas. “Se não fosse o acompanhamento da Kate, psicóloga na Unimed, o apoio nutricional, as meditações guiadas e as todas as pessoas que me acolheram no Bem Viver, acho que não teria me recuperado desse trauma.”

Hoje, Renata está grávida novamente. “Às vezes, temos um sonho e não conseguimos realizá-lo no momento que queremos. Isso não significa que não podemos tirar algum aprendizado da situação. Com essa história, aprendi que não existe nada mais valioso do que o apoio das pessoas. Lá no Bem Viver, estão todos animados com a chegada das gêmeas Maya e Maria Flor. Não tenho dúvidas de que elas terão muitos tios e tias.”

Lara ganha Certificado de Bravura no hospital da Unimed

“Eu ganhei um Certificado de Bravura, sabia? Em um papel bem bonito. Eu estava no hospital e as enfermeiras perguntaram se eu estava com medo de tomar o soro e os remédios e eu falei que não. Tinha uma menina no meu quarto chorando, mas acho que quando ela viu que eu tinha ganhado o Certificado, ficou com vontade de ganhar um também e tomou o soro rapidinho.”, nos contou Lara Bastos, de 8 anos, que passou o Dia das Crianças no hospital da Unimed Vale do Aço. 

Já era a terceira vez que a menina ia para o hospital na mesma semana e perdia todas as brincadeiras da Semana das Crianças no colégio. Graças a ação da Unimed, os pequenos que estavam doentes como ela, puderam ficar mais felizes nessa data que acham tão especial. Além do Certificado, Lara também ganhou uma roupa da Mulher Maravilha e um livro da Lady Bug para ler enquanto esperava o tratamento de uma virose. Carinho e atenção que vão além dos cuidados com a saúde e fazem Lara seguir com seu Certificado de Bravura e sem medo de injeção.


O Parto Adequado de Tamyres

“Eu não sou mais ou menos mãe por ter tido um parto normal. Conheço mães que foram para o salão antes da cesárea porque queriam ter o bebê bem bonitas. Eu pari da forma que estava, sem me preocupar com beleza! Mas cada uma tem a sua história. O importante é lembrar que o parto e a maternidade chegam para nos mostrar o quanto nós, mulheres, somos fortes.”, nos contou Tamyres, que participou do Programa Parto Adequado da Unimed-BH.

Desde o início da gestação, Tamyres tinha preferência por fazer o parto normal desde que isso não comprometesse a saúde dela ou do bebê. Quando as contrações começaram, em uma madrugada, ela foi para o hospital acompanhada do marido. As preparações para o parto aconteceram na sala PPP, utilizada para acomodar as pacientes no Pré-Parto, Parto e Pós-Parto. “Meu médico explicou que mesmo se o bebê tivesse alguma complicação no momento do nascimento, tínhamos tudo que precisávamos naquela sala para tratar da saúde dele. Isso foi essencial para me deixar tranquila.”

Tamyres recebeu o acompanhamento de uma doula e aprendeu uma série de exercícios de respiração, alongamentos e técnicas de banho de chuveiro e banheira para preparar o corpo para o parto normal. “Foram 12 horas desde a primeira contratação até o momento do nascimento do meu filho. Não foi fácil, confesso! Mas o aconchego da sala, que mais parecia um quarto e tinha até música, somado ao apoio dos profissionais, do meu marido e da minha mãe foram fundamentais para que eu conseguisse.


Hoje, meu marido me conta que ficava aflito porque via que eu estava exausta, mas queria me dar espaço para que eu tentasse até o momento em que fosse clinicamente possível escolher pelo parto normal. Meu médico também não ficava me apressando. Não vi ninguém preocupado em voltar para a casa porque já tinha terminado o plantão. Estavam todos ali completamente presentes para mim. Isso permitiu que eu me tornasse protagonista no meu parto. Acho que trazer o protagonismo para as mulheres na história da maternidade é fundamental.”

Mônica dos Santos descobre que peso saudável vai além de um número na balança

Mônica dos Santos, cliente da Unimed de Norte de Minas, é um exemplo de superação. Depois que começou a participar do programa Peso Saudável, da Unimed, ela perdeu 7kg em menos de seis meses. Além de transformar a própria vida adotando hábitos mais saudáveis, ela também tem inspirado várias pessoas da família. 

Mônica decidiu começar a participar do Peso Saudável quando foi diagnosticada com gordura no fígado, depois de parar três vezes no hospital em um único mês. “Estava 20 kg acima do meu peso ideal e comecei a me preocupar ao pensar no histórico da minha família. Muitos têm diabetes e obesidade mórbida.”  

Com o acompanhamento de nutricionista, psicóloga e fisioterapeuta da Unimed, Mônica mudou sua dieta e está fazendo exercícios físicos todas as semanas. “Outro dia, consegui brincar com meu filho de bicicleta. Isso me deixou muito feliz.  Depois de passar anos costurando minhas próprias roupas, porque não encontrava peças para o meu tamanho nas lojas, fui ao shopping e comprei exatamente aquilo que eu queria.”

Incentivado pela transformação na vida de Mônica, o marido dela também entrou para o Programa. A mãe e a tia, que são diabéticas, estão modificando os hábitos alimentares. “O Peso Saudável também transformou a minha autoestima. Os profissionais do Programa sempre falam que somos mais do que um número na balança. Aprendi que o maior preconceito que a gente pode sofrer é criado por nós mesmos. Precisamos lembrar que se a gente não conseguir mudar a nossa vida, ninguém mais consegue.”

Dona Etelvina e Seu Vander, um casal que sabe como viver bem

Tem gente que não faz exercício físico porque acha que já passou da idade, está cansado, ou mesmo tem preguiça de movimentar o corpo. Nenhuma dessas é, no entanto, a história de Dona Etelvina e Seu Vander, que tem, respectivamente, 84 e 88 anos. O casal de idosos tem uma rotina de cuidados diferenciada. Desde novembro de 2017, quando Vander sofreu uma isquemia que restringiu seu deslocamento desacompanhado, ele passou a integrar o programa de Gerenciamento de Cuidados Especiais da Unimed.

“Temos um alpendre bem grande aqui em casa e caminhamos todos os dias.  A gente não pode cair na bobeira de arrumar uma desculpa para não fazer atividade física, né? Porque quando a gente procura uma desculpa, sempre encontra.”

Dona Etelvina acredita que não só o exercício físico é importante para se manter bem disposta. “Eu também estou sempre trabalhando meu raciocínio. Tenho 8 filhos, 13 netos e 8 bisnetos. Você consegue imaginar o trabalho que dá organizar as festas de família para esse tanto de gente, né? Mas eu adoro. Também amo jogar baralho com o Vander. Às vezes, eu roubo no Buraco e ele fica bravo. Mas a gente não briga. Desconfio que além do exercício físico e mental, um dos segredos de uma boa vida é nunca esquecer de tratar quem está ao seu lado com muito amor e como amigo.”

Seu Ivan: uma história sobre saúde e pescaria

“Eu estava assistindo um jogo de futebol e comecei a passar mal. Fui até o quarto e falei com a minha mulher. Depois disso, não lembro de mais nada. Diz minha mulher que antes de desmaiar, eu falei que queria ir dirigindo pro hospital. Ainda bem que ela não deixou. Quando os médicos chegaram, tiveram que ficar mais de 15 minutos tentando me reanimar no portão de casa. Conseguiram recuperar o batimento do meu coração, mas só acordei muitos dias depois.”, nos contou Ivan Crepaldi, de 72 anos, que há cinco anos teve um infarto e passou mais de cinquenta dias internado. 

O episódio serviu de alerta para Seu Ivan que, hoje, faz parte do Programa Saúde do Idoso na Unimed Montes Claros. Toda quarta-feira ele se reúne com um grupo de idosos e participa de várias atividades, acompanhado de fisioterapeuta, nutricionista, clínico geral e enfermeiros.

“O Programa nos ajuda a ficar ciente do nosso estado de saúde e também nos mostra alternativas para ser mais saudável. O que eu não imaginava é que faria tantos amigos nos encontros. Para você ter uma ideia, antes, eu nem gostava de falar em público. Agora, acho que falo até demais. O pessoal organiza festa, faz excursão. Já foram até para Caldas Novas.”

Ivan faz parte do Saúde do Idoso desde 2016 e disse que nem imagina deixar o programa. Além das atividades de quarta-feira, Seu Ivan tem outro segredo para aproveitar a vida. “É muito importante ter um hobby, sobretudo depois que estamos mais velhos. Eu minha mulher somos companheiros inseparáveis de pescaria. A gente sai para pescar e fica até quatro dias dentro do barco. Teve uma vez que passou um tanto de estrangeiro em um daqueles barcos de vapor. Por coincidência, estávamos com todos os peixes que tínhamos pescado na mão e os estrangeiros começaram a nos fotografar. Deve ter foto nossa espalhada em tudo quanto é canto do mundo!” 

Amor de mãe que deixa a vida mais leve

Maria Nilce, de 74 anos, lembra com carinho dos momentos vividos ao lado do filho, Alexandre, que ela carinhosamente chama pelo apelido de Xande. Ao recordar os momentos de alegrias – e também de grandes desafios – ela inclui em suas memórias os cuidados que ele recebeu em casa quando precisou do atendimento domiciliar da equipe Unimed, em Belo Horizonte.

Xande nasceu com uma síndrome e, por isso, não pode andar, nem falar. Ao longo da vida foram muitas complicações causadas pela saúde extremamente frágil. Como não era recomendado que ele tomasse as vacinas, teve que enfrentar catapora, sarampo, coqueluche. “Em muitos momentos, não foi fácil, mas nunca perdi a paciência e o carinho”.

Nos horas mais difíceis, ela confessa que tentou até as simpatias. Mas foi mesmo o amor de mãe que a ajudou a superar tantos momentos e fazer tudo parecer mais leve: “eu pegava o Xande no colo, dançava, ele ria tanto! Mesmo com as dificuldades, a gente se divertia.”

Aos 41 anos, Alexandre teve uma pneumonia e precisou colocar sonda no estômago. Depois que foi liberado do hospital, começou a receber acompanhamento domiciliar da equipe da Unimed de Belo Horizonte. “Recebemos o apoio de fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga e do médico. Todas as vezes que o Xande precisou de ser transportado na ambulância, a equipe que nos atendeu foi muito prestativa e atenciosa. ” Além dos profissionais da Unimed, ele contava com o carinho da família em casa, todos ajudando a suavizar o caminho.

Maria Nilce conta que algumas pessoas demonstravam surpresa por não vê-a sofrendo a todo momento. “Existem outras  mães que passam por situações parecidas, a gente sabe que com amor conseguimos fazer tudo e nem sentimos o tempo passar”. Os 49 anos que passou ao lado do filho foram assim. Passaram num piscar de olhos. Xande faleceu dormindo, em casa, em paz, cercado de cuidados e muito amor.

Karen de Souza doa medula óssea e transforma uma história

“Eu perdi minha mãe quando eu era criança. Ela tinha um casal de amigos que acolheu eu e minha irmã como se fossemos filhas deles. Quando meu pai estava trabalhando, a gente passava o dia todo brincando na casa desse casal. Acho que eles me ajudaram a ser uma pessoa que se preocupa em fazer o bem para os outros no momento em que eles mais precisam.”, nos contou Karen de Souza, de 30 anos, que em 2015 se cadastrou como doadora de medula óssea. 

A oportunidade apareceu com uma ação da Unimed Guaxupé que procurava um doador compatível para uma criança da cidade. Karen participou da coleta de sangue, mas o resultado foi negativo. Dois anos depois, o telefone tocou com outro convite. 

“Eu fiquei arrepiada quando me deram a notícia de que eu era uma possível doadora. A cada 100 mil pessoas, só uma é compatível. É como ganhar na loteria. Depois que os novos exames confirmaram a compatibilidade, pesquisei como seria o procedimento e fui para Belo Horizonte fazer a doação. Eu não fazia ideia de que não seria necessário realizar um corte. A coleta é feita por punção e dura apenas uma hora. Acho que muita gente não se cadastra porque não conhece o procedimento e fica com medo.”

Karen ainda não conhece a história de quem recebeu a sua medula. A doação é confidencial e os dados da pessoa só podem ser revelados um ano após o procedimento e com a autorização do paciente. “Na época que fiz a doação, eu só sabia que a pessoa pesava 50 kg e cerca de um ano depois, me avisaram que ela ainda estava em recuperação. Este ano já fazem mais de dois anos do procedimento. Recentemente, entrei em contato com a Redome, empresa que reúne os dados dos pacientes, e me informaram que a pessoa tem interesse em me conhecer. Sempre imaginei que esse dia chegaria. A minha mensagem para as pessoas é para elas simplesmente irem até o local de coleta de sangue e se cadastrarem. Porque quando o telefone tocar, não tem nada que te faça desistir.”

Top