O dia 18 de outubro foi escolhido como data oficial para homenagear o profissional de medicina. A escolha foi inspirada em São Lucas, um médico grego que conviveu com os doze apóstolos.

Para celebrar esse dia, escolhemos compartilhar uma história que vai muito além do consultório. Fábio Auricchio, 34 anos, médico pediatra, cooperado da Unimed Sul Mineira, exerce a profissão não só dentro do consultório ou dos hospitais, mas também em trabalhos voluntários pelo mundo.

A admiração pelo voluntariado surgiu logo ao concluir a faculdade, quando teve a oportunidade de prestar serviços na Amazônia. “Realizamos visitas a comunidades indígenas, algumas isoladas, sem atendimento médico há mais de quatro anos. Pude ver de perto a realidade da falta de recursos nos locais mais distantes do país”, contou. Em 2017, Fábio também foi voluntário e atendeu como pediatra em uma comunidade em Moçambique, onde encontrou aldeias com milhares de crianças carentes. Essa experiência o ajudou a olhar de forma mais simples para a pediatria:

“Muitas vezes, não são necessários os diversos recursos que a medicina nos oferece e sim um gesto de carinho, um abraço e até mesmo uma refeição. Lá, um prato de comida por dia é suficiente para transformar uma realidade”.

Muzumuia, Moçambique

Em Moçambique, um dos atendimentos marcou Fábio profundamente: “Fomos chamados para visitar uma criança enferma em uma casa distante. Quando chegamos no local, vimos um menor de 8 anos em péssimas condições de higiene, extremamente desnutrido e desidratado, sofrendo com fortes dores. Ele não conseguia se mover e nem falar.” A mãe do menino atribuía a doença a feitiços e pragas contra a família, algo comum na África, devido às influências de xamãs e líderes religiosos. Ao diagnosticá-lo com tétano, Fábio demorou quase 24 horas para convencer a mãe de que o menino precisava de tratamento. “Depois de dois meses, recebi a foto dele com colegas na escola, forte, saudável, com um lindo sorriso e nos agradecendo”, contou.  Para Fábio, esse é o propósito da medicina: diagnosticar, informar e tratar, transformando a realidade das pessoas.  

“É importante promover saúde pensando de forma ampla e humana, com cidadania, honestidade, prezando pelo respeito à família e ao próximo, não só visando a saúde física”. Essa é a lição que ele leva para a vida e para o exercício da profissão, seja do outro lado do mundo, seja dentro do consultório.

Ver comentáriosFechar comentários

Deixe seu comentário

Top