Apesar de sempre ter adorado praticar exercícios físicos, a ligação de Marcelo Carmessano com o esporte se tornou ainda maior depois de ter sofrido um acidente aos 36 anos. “Eu estava no rancho e pulei do píer. Minha cabeça bateu no fundo do rio. Quebrei a quinta vértebra da coluna cervical. Foi uma grande luta para os médicos me manter vivo. Depois de mais de 70 dias no hospital, saí de lá sem nenhum movimento do pescoço para baixo e sem perspectiva de melhoras.”.

Nessa época, Marcelo trabalhava como vendedor de laticínios em São Paulo e, nos finais de semana, tocava em bares e restaurantes da cidade. Com as consequências do acidente, ele precisou modificar todo o seu estilo de vida e encontrou no esporte adaptado uma forma de reabilitação. Dentre todos os esportes que conheceu, a vela e a canoagem fizeram o coração de Marcelo bater mais forte, e depois de quatro anos treinando, em 2013, ele participou do seu primeiro campeonato de canoagem. Desde então, já conquistou quatro vezes o Campeonato Mineiro, três vezes a Copa Brasil e três vezes o Campeonato Brasileiro no estilo canoagem adaptada. Hoje, também participa de provas de longa distância, no paraciclismo. Com uma cadeira de rodas adaptada, percorre trechos de até 25 quilômetros.

Desde o acidente, Marcelo vivenciou muitas dificuldades, mas também inúmeras conquistas: “Tive que reaprender a escrever, comer, me vestir sozinho. Reconquistei  o meu lugar na sociedade, construí uma nova família, conquistei títulos importantes. Hoje, sonho em participar dos Jogos Paralímpicos, que acontecerão em 2020 em Tokio.”. Para conquistar mais esse sonho, Marcelo tem se preparado bastante e a Unimed tem apoiado o paratleta financeiramente.

“Sem o apoio da Unimed, eu não conseguiria estar em todos esses eventos esportivos e também não seria possível me preparar tão bem, fazendo academia, natação, fisioterapia e  vários outros treinos. Sem a Unimed, eu não teria a minha equipe e sem equipe, não existe atleta.”

A história do Marcelo é uma lição sobre perseverança e transformação. E como ele mesmo disse: “Os obstáculos e dificuldades estão presentes na vida de todos e não só para as pessoas com algum tipo deficiência. Basta ter vontade para superar qualquer pedra que estiver no caminho.”


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