“Meu filho que me ajudava a mexer no celular, mas aí ele casou e mudou daqui. Eu precisei me virar.”, nos contou a Rachel de Oliveira, 67 anos, participante do Grupo Ateliê Digital. Depois de quatro meses frequentando o Grupo, que se reúne no Espaço Bem Viver e é coordenado por Iago Gonçalves, profissional da Unimed de Sete Lagoas, Rachel já não vê mais o celular como um bicho de sete cabeças.

O Grupo Ateliê Digital foi criado com o intuito de incluir os adultos e os idosos na era da informação, onde a tecnologia é um dos personagens principais. Com cerca de 15 participantes, com uma faixa etária entre 50 a 80 anos, o Grupo aprende a usar as funções online e offline do celular. “Além do apoio que recebemos individualmente, a gente faz amizade com as pessoas do Grupo. Marca até festa, acredita?”, brincou Rachel. O Grupo Ateliê Digital também contribui para a saúde dos participantes e os profissionais envolvidos ensinam os participantes a colocar despertador para lembrar o uso da medicação, agendar lembrete de consulta e solicitar medicamento.

“A primeira tarefa que realizei sozinha foi colocar o despertador. Mas o que mais gostei de aprender foi a mandar mensagem no Whatsapp. Isso me ajudou a ficar mais próxima das minhas amigas e da minha família. Antes, passava muito tempo sem ter notícia deles. Quando a gente não tem esse aplicativo, parece que fica meio fora do mundo, né?”.

Rachel nos contou que quando começou a participar do Ateliê Digital só sabia atender ligações. Agora, já está aprendendo até a mandar foto pelo Whatsapp. “Acho que o que mantém a gente ativo, em qualquer época da vida, é a vontade de aprender algo novo. Quero entender cada vez mais as funções do celular. Só não quero ficar viciada! Ainda bem que sei conciliar a vida real com a tecnologia. Pode parecer caretice, mas é muito importante!” Caretice coisa alguma, Rachel, nós concordamos 100% com você.

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