“Eu faço mamografia desde os 35 anos e em 2012, quando eu tinha 46, pela primeira vez, me pediram um exame de biópsia. Quando eu soube que isso seria necessário, eu tive a sensação que o chão estava se abrindo. Eu liguei pro meu marido, ele estava trabalhando, e tudo que eu queria era que ele tivesse asas para chegar o quanto antes.”, nos contou Angela Maria Ferreira.

Com o resultado positivo da biópsia, Angela ficou desesperada: “Eu vi aquilo como uma sentença de morte”. Foram vários momentos difíceis durante o tratamento e ela nos contou que sem o apoio da sua filha Jordana e da família teria sido impossível. Quando começou a quimioterapia, houve uma história que a marcou profundamente: “Estava ventando muito e meu filho passou a mão no colinho dele para eu não ver que o cabelo tinha começado a cair.”

Angela procurou por um salão que não tivesse muita gente e disse que quando o último fio caiu no chão ela pensou que não poderia cair junto. Secou as lágrimas e foi para a casa.

“Meu porteiro não me reconheceu e eu precisei provar que era do apartamento 2. Isso me abalou, mas quando encontrei meu marido e tirei o lenço, ele falou: você está linda. Ele foi, e é, um namorado, amigo, confidente. Meu marido é tudo para mim.”

Para Angela, outro anjo que apareceu em sua vida foi a Raquel Rapallo, que a convidou para participar do Projeto Abraço, feito com o apoio da Unimed Inconfidentes. O Projeto é voluntário e apoia mulheres com câncer através da participação de pessoas que já passaram pelo tratamento, de médicos, psicólogos, nutricionistas e outros profissionais da área de saúde. “Se eu pudesse participar daquele quadro de gratidão do Fantástico, eu faria a minha homenagem para a Raquel. Nunca vou esquecer o que ela fez por mim e a minha história no Projeto Abraço.”

Hoje, recuperada da doença, Angela completou um curso de magistério e sonha em ser Psicopedagoga. Também ficou muito feliz quando a convidamos para participar do Histórias que Transformam, pois sabe da importância de inspirar outras pessoas e mostrar que a recuperação é possível. Até deixou um recado para quem enfrenta o câncer: “Durante o tratamento, o medo está constantemente próximo, mas a fé precisa estar ainda mais perto. Foi isso o que mais me ajudou. Eu disse para os meus filhos que eu ia ser forte. Eles confiaram em mim e eu fiquei bem.”

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