Flávio Henrique de Faria, mais conhecido como Flavinho. Um menino de poucas palavras e muita perseverança. Com sete anos de idade, Flavinho se apaixonou pelo Karatê. Quem via o menino treinando, não tinha dúvidas. Aquilo era um sonho para ele. E, como todo sonho, não seria fácil. Aos nove anos, Flavinho teve certeza disso. 

O menino sofreu um acidente doméstico e perdeu a mão e parte do punho. Voltando do hospital, ele pensou que nunca mais amarraria uma faixa de Karatê em volta da cintura. Que nunca teria a oportunidade de trocar a faixa branca, a sua primeira faixa, por outra.

Três meses depois do acidente, vestiu o uniforme. Chegou na aula envergonhado, sem vontade de conversar. Treinou. Voltou no dia seguinte e depois e depois. Com o apoio do Mestre Reinaldo, se dedicou para o seu primeiro campeonato. Em Alterosa, fez questão de competir na categoria para pessoas sem deficiência. Ficou em primeiro lugar. Desde então, nunca desistiu nem mudou de categoria. Passou para a faixa amarela, para a laranja, para azul, para a verde. Flavinho é faixa roxa. Treina todos os dias e já ganhou 53 medalhas, inclusive, o campeonato brasileiro de Karatê. 

A Unimed Sudoeste acredita que o esporte pode ajudar a mudar histórias e por isso apoia Flavinho em suas viagens e competições como patrocinadora do Atleta. Esteve presente no campeonato em Brasília, no Sul Americano em Santa Cruz e hoje participa de mais um desafio ao lado do menino. Com 14 anos, ele está treinando para o Pan-Americano, que será no Equador. Se conseguir a vitória, vai disputar o Mundial, no final de 2019, no Chile. Flavinho sabe que não vai ser fácil, mas já aprendeu que todo sonho é sobre determinação, coragem e que é possível continuar apesar de… 

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