“O esporte é um vício que quando entra no sangue, não sai mais. Eu costumo dizer que o mosquitinho da corrida me picou.”, nos contou Sulamita Gomes, de 22 anos, colaboradora na Unimed Inconfidentes e atleta. “A primeira vez que saí para correr foi com o meu marido. Eu tinha 17 anos e não consegui correr nem 1 km. Mas precisamos lembrar que a corrida é como tudo na vida. É tipo subir uma escada, sabe? Precisa ser degrau por degrau. Hoje, eu corro 28 km e estou me preparando para uma maratona.”

Sulamita já ganhou mais de 20 medalhas em Corridas de Montanha e acredita que o exercício físico precisa ser prazeroso para se tornar um estilo de vida. “Tem gente que chega no final de semana e não quer nem pensar em se exercitar. Comigo é o contrário. Além do meu treino durante a semana, eu e meu marido corremos no sábado e no domingo. É a nossa diversão. Quando eu perdi o meu irmão, foi a corrida que me salvou, que me ajudou a voltar a ser uma pessoa de bem com a vida.”

A atleta trabalha durante o dia como recepcionista na Unimed e estuda Educação Física à noite. Apesar da rotina puxada, ela sempre consegue um tempinho para se exercitar durante a semana. E – por que não? – para levar outras pessoas com ela. Sulamita faz parte do Programa de Qualidade de Vida da Unimed Inconfidentes. Antes ou depois do trabalho, duas vezes por semana, ela faz treinos de corrida para colaboradores da empresa. 

“A turma tem 25 pessoas. A Polly, uma das colaboradoras, não conseguia correr nem 400 metros quando começamos. Com 4 meses de treino, ela já está correndo 5 km e perdeu 4 kg. Ela comentou que a corrida também deixa ela mais alegre. Outro dia, fomos até o Pico do Itacolomi. Foram 13 km.”

Quando o desânimo chega durante uma prova de corrida, Sulamita lembra das conquistas dela e de seus alunos. Pensa em várias pessoas que encontrou pelo caminho, gente que seguia correndo mesmo com deficiências físicas ou com problemas de saúde. “Não podemos esquecer que somos capazes e que a insegurança é a nossa maior inimiga. É claro que não vamos vencer todas as provas ou conquistar todos as metas. O importante é entender que tentar já é uma vitória. Temos que preocupar menos com a chegada e mais com o percurso. Isso serve para a vida.”

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