“Eu perdi minha mãe quando eu era criança. Ela tinha um casal de amigos que acolheu eu e minha irmã como se fossemos filhas deles. Quando meu pai estava trabalhando, a gente passava o dia todo brincando na casa desse casal. Acho que eles me ajudaram a ser uma pessoa que se preocupa em fazer o bem para os outros no momento em que eles mais precisam.”, nos contou Karen de Souza, de 30 anos, que em 2015 se cadastrou como doadora de medula óssea. 

A oportunidade apareceu com uma ação da Unimed Guaxupé que procurava um doador compatível para uma criança da cidade. Karen participou da coleta de sangue, mas o resultado foi negativo. Dois anos depois, o telefone tocou com outro convite. 

“Eu fiquei arrepiada quando me deram a notícia de que eu era uma possível doadora. A cada 100 mil pessoas, só uma é compatível. É como ganhar na loteria. Depois que os novos exames confirmaram a compatibilidade, pesquisei como seria o procedimento e fui para Belo Horizonte fazer a doação. Eu não fazia ideia de que não seria necessário realizar um corte. A coleta é feita por punção e dura apenas uma hora. Acho que muita gente não se cadastra porque não conhece o procedimento e fica com medo.”

Karen ainda não conhece a história de quem recebeu a sua medula. A doação é confidencial e os dados da pessoa só podem ser revelados um ano após o procedimento e com a autorização do paciente. “Na época que fiz a doação, eu só sabia que a pessoa pesava 50 kg e cerca de um ano depois, me avisaram que ela ainda estava em recuperação. Este ano já fazem mais de dois anos do procedimento. Recentemente, entrei em contato com a Redome, empresa que reúne os dados dos pacientes, e me informaram que a pessoa tem interesse em me conhecer. Sempre imaginei que esse dia chegaria. A minha mensagem para as pessoas é para elas simplesmente irem até o local de coleta de sangue e se cadastrarem. Porque quando o telefone tocar, não tem nada que te faça desistir.”

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