Maria Nilce, de 74 anos, lembra com carinho dos momentos vividos ao lado do filho, Alexandre, que ela carinhosamente chama pelo apelido de Xande. Ao recordar os momentos de alegrias – e também de grandes desafios – ela inclui em suas memórias os cuidados que ele recebeu em casa quando precisou do atendimento domiciliar da equipe Unimed, em Belo Horizonte.

Xande nasceu com uma síndrome e, por isso, não pode andar, nem falar. Ao longo da vida foram muitas complicações causadas pela saúde extremamente frágil. Como não era recomendado que ele tomasse as vacinas, teve que enfrentar catapora, sarampo, coqueluche. “Em muitos momentos, não foi fácil, mas nunca perdi a paciência e o carinho”.

Nos horas mais difíceis, ela confessa que tentou até as simpatias. Mas foi mesmo o amor de mãe que a ajudou a superar tantos momentos e fazer tudo parecer mais leve: “eu pegava o Xande no colo, dançava, ele ria tanto! Mesmo com as dificuldades, a gente se divertia.”

Aos 41 anos, Alexandre teve uma pneumonia e precisou colocar sonda no estômago. Depois que foi liberado do hospital, começou a receber acompanhamento domiciliar da equipe da Unimed de Belo Horizonte. “Recebemos o apoio de fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga e do médico. Todas as vezes que o Xande precisou de ser transportado na ambulância, a equipe que nos atendeu foi muito prestativa e atenciosa. ” Além dos profissionais da Unimed, ele contava com o carinho da família em casa, todos ajudando a suavizar o caminho.

Maria Nilce conta que algumas pessoas demonstravam surpresa por não vê-a sofrendo a todo momento. “Existem outras  mães que passam por situações parecidas, a gente sabe que com amor conseguimos fazer tudo e nem sentimos o tempo passar”. Os 49 anos que passou ao lado do filho foram assim. Passaram num piscar de olhos. Xande faleceu dormindo, em casa, em paz, cercado de cuidados e muito amor.

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