Dra. Arise Galil cardiologista na Unimed Juiz de Fora, acredita que a medicina pode ser tão interessante quanto uma sala de cinema e que unir ciência com narrativas é uma forma de tornar o tratamento dos pacientes mais eficaz. Pensando nisso, em 2018, ela criou o Projeto Mídias Audiovisuais como forma de intervenção no tratamento de pacientes com fatores de risco. 

Desde então, já levou filmes para centenas de pacientes em salas de espera, quartos de hospital, ambulatórios e penitenciárias. “As histórias têm muito poder sob o estado de saúde dos pacientes. Depois de assistirem um filme que, de alguma forma, aborda sobre a doença deles e sobre comportamentos e emoções presentes nesse momento, muitos começam a aceitar o tratamento, mudam o humor, tornam-se mais próximos dos médicos…” 

Como exemplo de filme utilizado como intervenção no tratamento dos pacientes, a Dra. Arise citou o Para Sempre Alice, que conta a história de uma pesquisadora que começa a sofrer com o Alzheimer. A história foi importante, inclusive, para a Doutora, que acompanhou a luta da mãe contra a doença. “Ao assistir uma história como essa, a gente aprende a enxergar as dificuldades através de um olhar mais sensível e conseguimos passar por esses momentos de uma forma menos dolorosa.” 

Dra. Arise também usa o Projeto como ferramenta de ensino para alunos de medicina na Faculdade de Juiz de Fora e, hoje, os próprios alunos levam as histórias para os seus lugares de atendimento. “Isso transformou a minha vida como professora. Percebi que precisava mudar a metodologia de ensino e que é possível ensinar de uma forma mais leve. Passei a usar filmes, vídeos no Youtube, estou aprendendo a usar podcasts… e estou mais próxima dos alunos. É um projeto tridimensional: mudou a minha vida, dos alunos e dos pacientes.”

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