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O Parto Adequado de Tamyres

“Eu não sou mais ou menos mãe por ter tido um parto normal. Conheço mães que foram para o salão antes da cesárea porque queriam ter o bebê bem bonitas. Eu pari da forma que estava, sem me preocupar com beleza! Mas cada uma tem a sua história. O importante é lembrar que o parto e a maternidade chegam para nos mostrar o quanto nós, mulheres, somos fortes.”, nos contou Tamyres, que participou do Programa Parto Adequado da Unimed-BH.

Desde o início da gestação, Tamyres tinha preferência por fazer o parto normal desde que isso não comprometesse a saúde dela ou do bebê. Quando as contrações começaram, em uma madrugada, ela foi para o hospital acompanhada do marido. As preparações para o parto aconteceram na sala PPP, utilizada para acomodar as pacientes no Pré-Parto, Parto e Pós-Parto. “Meu médico explicou que mesmo se o bebê tivesse alguma complicação no momento do nascimento, tínhamos tudo que precisávamos naquela sala para tratar da saúde dele. Isso foi essencial para me deixar tranquila.”

Tamyres recebeu o acompanhamento de uma doula e aprendeu uma série de exercícios de respiração, alongamentos e técnicas de banho de chuveiro e banheira para preparar o corpo para o parto normal. “Foram 12 horas desde a primeira contratação até o momento do nascimento do meu filho. Não foi fácil, confesso! Mas o aconchego da sala, que mais parecia um quarto e tinha até música, somado ao apoio dos profissionais, do meu marido e da minha mãe foram fundamentais para que eu conseguisse.


Hoje, meu marido me conta que ficava aflito porque via que eu estava exausta, mas queria me dar espaço para que eu tentasse até o momento em que fosse clinicamente possível escolher pelo parto normal. Meu médico também não ficava me apressando. Não vi ninguém preocupado em voltar para a casa porque já tinha terminado o plantão. Estavam todos ali completamente presentes para mim. Isso permitiu que eu me tornasse protagonista no meu parto. Acho que trazer o protagonismo para as mulheres na história da maternidade é fundamental.”

Mônica dos Santos descobre que peso saudável vai além de um número na balança

Mônica dos Santos, cliente da Unimed de Norte de Minas, é um exemplo de superação. Depois que começou a participar do programa Peso Saudável, da Unimed, ela perdeu 7kg em menos de seis meses. Além de transformar a própria vida adotando hábitos mais saudáveis, ela também tem inspirado várias pessoas da família. 

Mônica decidiu começar a participar do Peso Saudável quando foi diagnosticada com gordura no fígado, depois de parar três vezes no hospital em um único mês. “Estava 20 kg acima do meu peso ideal e comecei a me preocupar ao pensar no histórico da minha família. Muitos têm diabetes e obesidade mórbida.”  

Com o acompanhamento de nutricionista, psicóloga e fisioterapeuta da Unimed, Mônica mudou sua dieta e está fazendo exercícios físicos todas as semanas. “Outro dia, consegui brincar com meu filho de bicicleta. Isso me deixou muito feliz.  Depois de passar anos costurando minhas próprias roupas, porque não encontrava peças para o meu tamanho nas lojas, fui ao shopping e comprei exatamente aquilo que eu queria.”

Incentivado pela transformação na vida de Mônica, o marido dela também entrou para o Programa. A mãe e a tia, que são diabéticas, estão modificando os hábitos alimentares. “O Peso Saudável também transformou a minha autoestima. Os profissionais do Programa sempre falam que somos mais do que um número na balança. Aprendi que o maior preconceito que a gente pode sofrer é criado por nós mesmos. Precisamos lembrar que se a gente não conseguir mudar a nossa vida, ninguém mais consegue.”

Dra. Arise une medicina e cinema

Dra. Arise Galil cardiologista na Unimed Juiz de Fora, acredita que a medicina pode ser tão interessante quanto uma sala de cinema e que unir ciência com narrativas é uma forma de tornar o tratamento dos pacientes mais eficaz. Pensando nisso, em 2018, ela criou o Projeto Mídias Audiovisuais como forma de intervenção no tratamento de pacientes com fatores de risco. 

Desde então, já levou filmes para centenas de pacientes em salas de espera, quartos de hospital, ambulatórios e penitenciárias. “As histórias têm muito poder sob o estado de saúde dos pacientes. Depois de assistirem um filme que, de alguma forma, aborda sobre a doença deles e sobre comportamentos e emoções presentes nesse momento, muitos começam a aceitar o tratamento, mudam o humor, tornam-se mais próximos dos médicos…” 

Como exemplo de filme utilizado como intervenção no tratamento dos pacientes, a Dra. Arise citou o Para Sempre Alice, que conta a história de uma pesquisadora que começa a sofrer com o Alzheimer. A história foi importante, inclusive, para a Doutora, que acompanhou a luta da mãe contra a doença. “Ao assistir uma história como essa, a gente aprende a enxergar as dificuldades através de um olhar mais sensível e conseguimos passar por esses momentos de uma forma menos dolorosa.” 

Dra. Arise também usa o Projeto como ferramenta de ensino para alunos de medicina na Faculdade de Juiz de Fora e, hoje, os próprios alunos levam as histórias para os seus lugares de atendimento. “Isso transformou a minha vida como professora. Percebi que precisava mudar a metodologia de ensino e que é possível ensinar de uma forma mais leve. Passei a usar filmes, vídeos no Youtube, estou aprendendo a usar podcasts… e estou mais próxima dos alunos. É um projeto tridimensional: mudou a minha vida, dos alunos e dos pacientes.”

Dr. Paulo Brandão, um médico de pessoas e de plantas

Dizem que toda pessoa deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Quando se trata de plantar árvores, o Dr. Paulo, cardiologista na Unimed Inconfidentes, está não só fazendo a sua parte, como também incentivando outras pessoas. “A primeira árvore que plantei foi um pé de ameixa. Eu tinha sete anos e minha tia me deu uma semente. Foi aí que começou o meu amor pela terra. Nunca mais parei de plantar e, atualmente, faço projetos de ecologia em algumas  Instituições. 

Na comemoração dos 50 anos da Universidade Federal de Ouro Preto, onde sou médico, participei da ideia de plantar 50 mudas no terreno. Estávamos sem funcionários de jardinagem e muita gente achou que não ia dar certo. O projeto só está ganhando vida porque cada professor apadrinhou uma árvore. Fizeram o plantio da muda e todos os dias passam para molhar a terra. Tem aluno de outros cursos que chegam para conversar comigo porque também querem começar a plantar no campus onde estudam. Quando cada pessoa faz a sua parte, é bem mais fácil de transformar o mundo, mesmo que aos pouquinhos.”

Dr. Pauto acredita que cuidar de plantas está diretamente conectado com o ofício da medicina e que essa atividade pode, e deve, fazer parte do cotidiano de todas as pessoas. “Plantar uma árvore pode transformar a nossa vida em inúmeros sentidos. Primeiramente, é uma forma de cuidar da nossa saúde. Quando trabalhamos com a terra, conseguimos descarregar as energias que acumulamos ao longo do dia. 

Além disso, ver uma árvore crescer é uma lição de paciência. Isso muda a nossa relação com as pessoas e com os acontecimentos. Aprendemos a esperar. Inclusive, porque perto da natureza, é mais fácil de entender quem somos. E, é claro, que plantar uma árvore também é uma maneira de deixar um legado. Algumas árvores são centenárias. A gente fala muito de meio ambiente e esquece que fazemos parte desse meio ambiente. Precisamos cuidar dele para nós e para as próximas gerações.”

Dona Etelvina e Seu Vander, um casal que sabe como viver bem

Tem gente que não faz exercício físico porque acha que já passou da idade, está cansado, ou mesmo tem preguiça de movimentar o corpo. Nenhuma dessas é, no entanto, a história de Dona Etelvina e Seu Vander, que tem, respectivamente, 84 e 88 anos. O casal de idosos tem uma rotina de cuidados diferenciada. Desde novembro de 2017, quando Vander sofreu uma isquemia que restringiu seu deslocamento desacompanhado, ele passou a integrar o programa de Gerenciamento de Cuidados Especiais da Unimed.

“Temos um alpendre bem grande aqui em casa e caminhamos todos os dias.  A gente não pode cair na bobeira de arrumar uma desculpa para não fazer atividade física, né? Porque quando a gente procura uma desculpa, sempre encontra.”

Dona Etelvina acredita que não só o exercício físico é importante para se manter bem disposta. “Eu também estou sempre trabalhando meu raciocínio. Tenho 8 filhos, 13 netos e 8 bisnetos. Você consegue imaginar o trabalho que dá organizar as festas de família para esse tanto de gente, né? Mas eu adoro. Também amo jogar baralho com o Vander. Às vezes, eu roubo no Buraco e ele fica bravo. Mas a gente não briga. Desconfio que além do exercício físico e mental, um dos segredos de uma boa vida é nunca esquecer de tratar quem está ao seu lado com muito amor e como amigo.”

Seu Ivan: uma história sobre saúde e pescaria

“Eu estava assistindo um jogo de futebol e comecei a passar mal. Fui até o quarto e falei com a minha mulher. Depois disso, não lembro de mais nada. Diz minha mulher que antes de desmaiar, eu falei que queria ir dirigindo pro hospital. Ainda bem que ela não deixou. Quando os médicos chegaram, tiveram que ficar mais de 15 minutos tentando me reanimar no portão de casa. Conseguiram recuperar o batimento do meu coração, mas só acordei muitos dias depois.”, nos contou Ivan Crepaldi, de 72 anos, que há cinco anos teve um infarto e passou mais de cinquenta dias internado. 

O episódio serviu de alerta para Seu Ivan que, hoje, faz parte do Programa Saúde do Idoso na Unimed Montes Claros. Toda quarta-feira ele se reúne com um grupo de idosos e participa de várias atividades, acompanhado de fisioterapeuta, nutricionista, clínico geral e enfermeiros.

“O Programa nos ajuda a ficar ciente do nosso estado de saúde e também nos mostra alternativas para ser mais saudável. O que eu não imaginava é que faria tantos amigos nos encontros. Para você ter uma ideia, antes, eu nem gostava de falar em público. Agora, acho que falo até demais. O pessoal organiza festa, faz excursão. Já foram até para Caldas Novas.”

Ivan faz parte do Saúde do Idoso desde 2016 e disse que nem imagina deixar o programa. Além das atividades de quarta-feira, Seu Ivan tem outro segredo para aproveitar a vida. “É muito importante ter um hobby, sobretudo depois que estamos mais velhos. Eu minha mulher somos companheiros inseparáveis de pescaria. A gente sai para pescar e fica até quatro dias dentro do barco. Teve uma vez que passou um tanto de estrangeiro em um daqueles barcos de vapor. Por coincidência, estávamos com todos os peixes que tínhamos pescado na mão e os estrangeiros começaram a nos fotografar. Deve ter foto nossa espalhada em tudo quanto é canto do mundo!” 

Amor de mãe que deixa a vida mais leve

Maria Nilce, de 74 anos, lembra com carinho dos momentos vividos ao lado do filho, Alexandre, que ela carinhosamente chama pelo apelido de Xande. Ao recordar os momentos de alegrias – e também de grandes desafios – ela inclui em suas memórias os cuidados que ele recebeu em casa quando precisou do atendimento domiciliar da equipe Unimed, em Belo Horizonte.

Xande nasceu com uma síndrome e, por isso, não pode andar, nem falar. Ao longo da vida foram muitas complicações causadas pela saúde extremamente frágil. Como não era recomendado que ele tomasse as vacinas, teve que enfrentar catapora, sarampo, coqueluche. “Em muitos momentos, não foi fácil, mas nunca perdi a paciência e o carinho”.

Nos horas mais difíceis, ela confessa que tentou até as simpatias. Mas foi mesmo o amor de mãe que a ajudou a superar tantos momentos e fazer tudo parecer mais leve: “eu pegava o Xande no colo, dançava, ele ria tanto! Mesmo com as dificuldades, a gente se divertia.”

Aos 41 anos, Alexandre teve uma pneumonia e precisou colocar sonda no estômago. Depois que foi liberado do hospital, começou a receber acompanhamento domiciliar da equipe da Unimed de Belo Horizonte. “Recebemos o apoio de fisioterapeuta, nutricionista, psicóloga e do médico. Todas as vezes que o Xande precisou de ser transportado na ambulância, a equipe que nos atendeu foi muito prestativa e atenciosa. ” Além dos profissionais da Unimed, ele contava com o carinho da família em casa, todos ajudando a suavizar o caminho.

Maria Nilce conta que algumas pessoas demonstravam surpresa por não vê-a sofrendo a todo momento. “Existem outras  mães que passam por situações parecidas, a gente sabe que com amor conseguimos fazer tudo e nem sentimos o tempo passar”. Os 49 anos que passou ao lado do filho foram assim. Passaram num piscar de olhos. Xande faleceu dormindo, em casa, em paz, cercado de cuidados e muito amor.

Dr. Rodrigo Penha conta sobre os corações do mundo

O desejo de viajar faz parte da família do Dr. Rodrigo Penha há muito tempo. Sua esposa, Lídia Mayrink, também médica, viaja desde antes de colocar os pés neste mundo. Na barriga da mãe, pegou carona na beira da estrada do México, fez parada em todos os países da América Central e nasceu brasileira. Ao lado de Lídia, Rodrigo e os dois filhos do casal continuam viajando por aí. Para unir as viagens à profissão, Dr. Rodrigo, que é Cardiologista na Unimed Uberlândia, usa as histórias que conhece ao redor do mundo para incentivar seus pacientes a terem hábitos de vida mais saudáveis.

“Já estive em mais de 40 países. Conheci atitudes positivas para a saúde e outras péssimas. Os portugueses, por exemplo, têm uma ótima tradição. Além de comerem muitos legumes regados no azeite e tomarem uma taça de vinho todos os dias, sempre dormem um pouquinho depois do almoço. É o oposto dos americanos, que comem na frente do computador ou enquanto se deslocam de um lugar para o outro. A gente consegue ver como isso faz diferença no estado de espírito e na saúde das pessoas.

Um dos povos mais saudável que conheci foi em um pequeno país chamado Laos, na Ásia. A vida por lá segue outro ritmo. Não estão sempre correndo e preocupados em ganhar dinheiro. Na China, também aprendi uma lição que até hoje conto para os meus pacientes. Uma senhora de 94 anos estava caminhando na Muralha da China bem mais rápido do que eu e minha esposa. Perguntei para ela qual era o segredo de tanta animação. E ela me respondeu: pouco prato e muito sapato.”

Depois de conhecer tantas histórias ao redor do mundo, Dr. Rodrigo tem ainda mais certeza de que na maioria das vezes, não precisamos de grandes tecnologias para ter uma vida saudável. “O principal é moderação. Comer bem, fazer exercícios, não trabalhar em excesso. Viajar também ajuda muito. Quando voltamos, estamos muito mais dispostos para buscar esse equilíbrio necessário em tudo que fazemos.”

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