Médicos

Dra. Avelina, médica obstetra, conta sobre sua experiência com o parto humanizado

Preceptora da Residência Médica em Obstetrícia da maternidade Odete Valadares há 19 anos e cooperada da Unimed de Belo Horizonte, a Dra. Avelina Sanches acredita que todos os tipos de parto são válidos, dependendo das condições maternas e fetais. “O importante é nascer bem. O nascimento tem que ser saudável. E é fundamental que a mulher, o bebê e a família sejam respeitados.” A Dra Avelina é referência no parto conhecido como humanizado, mas prefere usar o termo respeitoso e sugere que o parto aconteça em um ambiente calmo, confortável, com pouca luz, uma música agradável, onde a mãe possa ter o seu filho da forma mais aconchegante possível.

Algumas maternidades em Belo Horizonte já disponibilizam esse tipo de ambiente, conhecido como Suíte PPP. Trata-se de um quarto estruturado com recursos para que o parto possa acontecer sem ter que deslocar a mulher para o bloco cirúrgico.

“Esse ambiente é mais aconchegante e a mulher fica mais à vontade. Mas no momento do nascimento, tanto o médico obstetra quanto o pediatra estão presentes e têm acesso a uma estrutura hospitalar para administrar possíveis intercorrências.”

A Dra. Avelina nos contou que também sente uma maior sintonia com o parto humanizado, pois ele acontece de uma forma mais natural e com uma participação mais efetiva da mulher. Em um de seus atendimentos, a médica obstetra teve o prazer de presenciar uma mãe pegando o próprio filho durante um parto na água. Apesar de não ter feito nada para acelerar o nascimento, ela estava presente durante todo o tempo para garantir a saúde da gestante e do bebê. “Eu tenho uma gratidão enorme pela oportunidade de participar de tantos nascimentos lindos e emocionantes. A lição que eu tiro para a minha vida é não ter pressa, nem ansiedade, saber esperar e viver intensamente cada momento. E cada vez mais, admirar a natureza.”

Dr. Edelweiss, médico de 69 anos, usa a tecnologia para transformar a vida de seus pacientes

Aos 69 anos e com 40 de profissão, Edelweiss Teixeira, já teve o privilégio de presenciar a evolução do mundo e do seu trabalho. Médico pediatra, cooperado da Unimed de Uberlândia, Edelweiss acredita que a tecnologia, quando bem utilizada, pode ser uma forma de aumentar a conexão entre as pessoas e melhorar o desempenho de profissionais de diversas áreas.

Encontrar o Dr. Edelweiss online no Whatsapp não é uma tarefa difícil, mas quem pensa que ele passa muito tempo procrastinando ou conversando sobre assuntos pessoais no aplicativo, está completamente enganado. Edelweis utiliza o Whatsapp como forma de trabalho e para transformar a vida dos seus pacientes.

Desde 2014, todas as pessoas atendidas em seu consultório recebem um número de Whatsapp através do qual podem ficar em contato com ele, de 6h30h às 22h, caso haja alguma emergência ou dúvida.

“Isso diminui as idas ao consultório e pronto socorro sem necessidade e os pais não perdem períodos de seus trabalhos. Na minha opinião, a tecnologia veio para facilitar no processo de diagnóstico e na conduta dos procedimentos terapêuticos. “, comentou.

Apesar de estar quase aposentando, não falta energia para Edelweiss. Além de atender presencialmente em seu consultório em Uberlândia de 13h às 19h, também atende de 11 até 32 pessoas por dia através do aplicativo e diz que a iniciativa tem sido positiva não só para os pais das crianças: “Conquistei novos pacientes pela praticidade das respostas no aplicativo, pela confiabilidade e acerto nas condutas, baseados principalmente na experiência de 32 anos de pronto socorro, de 28 salas de parto e de 13.400 assistências neonatal. ” Dr. Edelweiss também comentou que a orientação através do aplicativo tem que ser oferecida de forma responsável pelo médico e em situações pontuais, “ajuda muito para esclarecer dúvidas após uma boa entrevista, mas nunca irá substituir o olho no olho e o toque no corpo”.

Reconhecido como uma boa pessoa e um excelente médico, Dr. Edelweiss tem orgulho de ser cooperado da Unimed há 38 anos e contou que sonha em ajudar todos que o procuram independentemente da situação financeira das pessoas. “Depois de aposentar, quero atender mães em creches e periferias e terei tempo para pescar e curtir meus netos. Acredito que continuarei sem assistir novela e Netflix.” Dr. Edelweiss é um exemplo sobre como a tecnologia pode ser utilizada não só como forma de comunicação e entretenimento, mas também para transformar para melhor a vida das pessoas. Mesmo estando de férias, em Alagoas, Edelweiss fez questão de dividir a história dele com a gente – até mandou uma foto da praia em que estava, e de manter as orientações pelo aplicativo.

Com 60 anos de profissão, Dra. Nilza foi uma das primeiras médicas em sua cidade e atende até hoje

Crédito da foto: Paulo Lúcio

“Depois que a gente fica velho, a gente fica famoso.”, disse a Dra. Nilza Martinelli, que tem 84 anos e 60 de profissão, enquanto comentava como a história dela não tem nada de mais. No entanto, nisso, nós certamente discordamos. Além de ser uma senhora muito simpática, dessas que a gente tem vontade de passar horas conversando, ela foi aluna da primeira turma do curso de medicina da faculdade de Uberaba – MG e presenciou a fundação da Unimed, feita por colegas que eram um pouco mais velhos do que ela.

A Dra. Nilza nos contou que quando ela entrou para a faculdade de medicina, em 1954, havia apenas mais duas mulheres na sala. “Apesar de ser uma época difícil para as mulheres, eu tive muito apoio dos meus pais, dos professores, colegas de sala e a cidade também foi super receptiva.” Especializada em ginecologia e obstetrícia, cooperada da Unimed há 50 anos e atuante na profissão até hoje, a Dra. Nilza acredita que o mais importante para ter sucesso profissional é fazer algo que você ama.

“Também é fundamental se dedicar muito. Eu abandonei o piano para estudar medicina. Mas é claro que é preciso equilibrar a profissão com a vida pessoal. Tive uma oportunidade de ir para o Rio de Janeiro, mas eu estava noiva e decidi ficar. Me orgulho muito disso. Casei, tive três filhos e sempre consegui conciliar esses diferentes lados da vida.”

Para se manter tão ativa até hoje, a Dra. Nilza faz pilates e procura ter uma alimentação saudável. “Cuido muito da minha saúde. Fiquei esbelta depois de velha, você acredita? Apesar de não ser muito tecnológica – não sei nem mexer nesse negócio de whatsapp direito, tenho meu consultório e acredito que o mais importante no exercício da medicina é atender todos os pacientes com o mesmo carinho e atenção. Fico emocionada que os meus alunos também aprenderam isso e hoje eles são os meus médicos.”, contou.  

Crédito da foto: Paulo Lúcio

Fábio, pediatra que realiza trabalhos voluntários, é inspiração para a celebração do Dia do Médico.

O dia 18 de outubro foi escolhido como data oficial para homenagear o profissional de medicina. A escolha foi inspirada em São Lucas, um médico grego que conviveu com os doze apóstolos.

Para celebrar esse dia, escolhemos compartilhar uma história que vai muito além do consultório. Fábio Auricchio, 34 anos, médico pediatra, cooperado da Unimed Sul Mineira, exerce a profissão não só dentro do consultório ou dos hospitais, mas também em trabalhos voluntários pelo mundo.

A admiração pelo voluntariado surgiu logo ao concluir a faculdade, quando teve a oportunidade de prestar serviços na Amazônia. “Realizamos visitas a comunidades indígenas, algumas isoladas, sem atendimento médico há mais de quatro anos. Pude ver de perto a realidade da falta de recursos nos locais mais distantes do país”, contou. Em 2017, Fábio também foi voluntário e atendeu como pediatra em uma comunidade em Moçambique, onde encontrou aldeias com milhares de crianças carentes. Essa experiência o ajudou a olhar de forma mais simples para a pediatria:

“Muitas vezes, não são necessários os diversos recursos que a medicina nos oferece e sim um gesto de carinho, um abraço e até mesmo uma refeição. Lá, um prato de comida por dia é suficiente para transformar uma realidade”.

Muzumuia, Moçambique

Em Moçambique, um dos atendimentos marcou Fábio profundamente: “Fomos chamados para visitar uma criança enferma em uma casa distante. Quando chegamos no local, vimos um menor de 8 anos em péssimas condições de higiene, extremamente desnutrido e desidratado, sofrendo com fortes dores. Ele não conseguia se mover e nem falar.” A mãe do menino atribuía a doença a feitiços e pragas contra a família, algo comum na África, devido às influências de xamãs e líderes religiosos. Ao diagnosticá-lo com tétano, Fábio demorou quase 24 horas para convencer a mãe de que o menino precisava de tratamento. “Depois de dois meses, recebi a foto dele com colegas na escola, forte, saudável, com um lindo sorriso e nos agradecendo”, contou.  Para Fábio, esse é o propósito da medicina: diagnosticar, informar e tratar, transformando a realidade das pessoas.  

“É importante promover saúde pensando de forma ampla e humana, com cidadania, honestidade, prezando pelo respeito à família e ao próximo, não só visando a saúde física”. Essa é a lição que ele leva para a vida e para o exercício da profissão, seja do outro lado do mundo, seja dentro do consultório.

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