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Sérgio Nascimento e a corrida contra o mal súbito

“Eu tremia e suava frio. A Cristiane, que é enfermeira na Unimed, falou para eu colocar a mão no meu coração e ver como ele estava descontrolado. Tive esse mal súbito outras vezes, do nada. Apesar dos exames não apontarem nenhum problema, o médico falou que eu precisava mudar o meu estilo de vida. Teve uma vez que fui em um restaurante aqui perto e o quilo era R$ 27,90. Meu prato deu R$ 27,00. Nessa época, eu pesava mais de 100 kg. “, nos contou Sérgio Nascimento, de 40 anos, que trabalha com Serviços Gerais na Unimed Barbacena. 

O mal súbito fez com que Sérgio mudasse radicalmente seu estilo de vida. “Comecei a chegar às 7h na Unimed e fazia exercícios no pátio sozinho. Também ia a pé para o trabalho. Teve uma vez que um amigo meu me perguntou se eu poderia ajudá-lo abrindo e fechando a porta da van e aí não precisaria pagar a passagem. Comecei a fazer isso, mas percebi que estava engordando e voltei a ir a pé. Não tem como conquistar algo sem persistência.”

De caminhada em caminhada, Sérgio começou a correr e a participar de várias provas na cidade. “Foi a Viviane, nutricionista na Unimed, que pagou a minha primeira prova de corrida. Sou pai de quatro filhos e não conseguiria participar sem ajuda financeira. Hoje, tem até fila de gente querendo pagar as provas para mim. Teve uma vez que já tinham pagado a minha inscrição e pagaram uma passagem para a minha esposa ir assistir. Tenho patrocínio da Unimed Barbacena e ajuda de todo mundo aqui na empresa. Criaram até um grupo no Whatsapp chamado amigos do Sergião.”

Sérgio já levou várias pessoas da Unimed para correr nas ruas de Barbacena. E gosta de contar a própria história para inspirar os colegas: “Nunca imaginei que iria correr 24 km como na última prova. Tinha um amigo meu que corria e eu achava ele doido. Gostava era de descansar. Só depois que a gente começa a praticar exercício que percebe como isso faz bem para a nossa vida. E o melhor é não esperar o mal súbito para agir, né?”

Dr. Luciano Borges cria o curso Casal Gestante para unir mãe e pai no cuidado pelo bebê

“Criei o curso Casal Gestante em 2010 na Unimed Uberaba para oferecer um conteúdo voltado para a saúde da gestante e do bebê. No início, poucos homens participavam e o nosso maior desafio era mostrar como a presença deles é importante neste momento. Até hoje não me esqueço da primeira vez que um pai apareceu sozinho em um dos encontros. Como a mulher dele precisava de repouso, ele veio no lugar dela. Aquilo foi muito emocionante. Hoje, temos cerca de 50 casais por curso.”, nos contou o Dr. Luciano Borges, pediatra e especialista em aleitamento materno. 

Um dos assuntos mais trabalhados durante o curso Casal Gestante é a amamentação. “Um bebê que se alimenta do leite materno até pelo menos os dois anos tem muito mais chance de não desenvolver doenças na infância e na vida adulta. O problema é que, por falta de orientação, muita gente começa a dar chupeta e mamadeira para o bebê e, como a pega é muito mais fácil, depois a criança não consegue mamar no peito. Isso pode provocar a baixa produção do leite, mastite e uma série de outros problemas.”

No início do Curso Casal Gestante, em 2010, Luciano fez uma pesquisa com os pais perguntando como eles pensavam que podiam ajudar durante a amamentação. A maioria respondeu falando sobre dar apoio emocional. Hoje, depois de nove anos trabalhando este conteúdo, que também têm sido cada vez mais abordado em outros lugares, Luciano reparou que houve uma mudança significativa na participação dos pais. “Eles querem entender a maneira correta de amamentar e de ordenhar para avaliar a técnica ao lado da mulher. Muitos também querem aprender a dar o leite materno para o bebê em um copinho, sem a mamadeira, para quando a mãe não estiver presente. Esse é um dos significados de ser um Casal Gestante. É fazer junto, não é mesmo?”

Karen de Souza doa medula óssea e transforma uma história

“Eu perdi minha mãe quando eu era criança. Ela tinha um casal de amigos que acolheu eu e minha irmã como se fossemos filhas deles. Quando meu pai estava trabalhando, a gente passava o dia todo brincando na casa desse casal. Acho que eles me ajudaram a ser uma pessoa que se preocupa em fazer o bem para os outros no momento em que eles mais precisam.”, nos contou Karen de Souza, de 30 anos, que em 2015 se cadastrou como doadora de medula óssea. 

A oportunidade apareceu com uma ação da Unimed Guaxupé que procurava um doador compatível para uma criança da cidade. Karen participou da coleta de sangue, mas o resultado foi negativo. Dois anos depois, o telefone tocou com outro convite. 

“Eu fiquei arrepiada quando me deram a notícia de que eu era uma possível doadora. A cada 100 mil pessoas, só uma é compatível. É como ganhar na loteria. Depois que os novos exames confirmaram a compatibilidade, pesquisei como seria o procedimento e fui para Belo Horizonte fazer a doação. Eu não fazia ideia de que não seria necessário realizar um corte. A coleta é feita por punção e dura apenas uma hora. Acho que muita gente não se cadastra porque não conhece o procedimento e fica com medo.”

Karen ainda não conhece a história de quem recebeu a sua medula. A doação é confidencial e os dados da pessoa só podem ser revelados um ano após o procedimento e com a autorização do paciente. “Na época que fiz a doação, eu só sabia que a pessoa pesava 50 kg e cerca de um ano depois, me avisaram que ela ainda estava em recuperação. Este ano já fazem mais de dois anos do procedimento. Recentemente, entrei em contato com a Redome, empresa que reúne os dados dos pacientes, e me informaram que a pessoa tem interesse em me conhecer. Sempre imaginei que esse dia chegaria. A minha mensagem para as pessoas é para elas simplesmente irem até o local de coleta de sangue e se cadastrarem. Porque quando o telefone tocar, não tem nada que te faça desistir.”

Diosceli Propoke, mais conhecida como a Vovó do Abraço

Toda quarta-feira, na Praça Floriano Peixoto, em Belo Horizonte, pessoas de todas as idades esperam por Diosceli Prokope. “Eu fiquei conhecida lá por causa do meu abraço. Tudo começou quando eu vi uma médica falando na televisão sobre o poder de cura do abraço. Decidi que ia começar a abraçar todo mundo na Pracinha, onde vou toda semana fazer ginástica com a equipe da Unimed. Pedi para a minha filha fazer um banner escrito: Está decretado pela Lei do amor que, na Praça Floriano Peixoto, toda quarta-feira, é Dia do Abraço e do Sorriso. E se não abraçar, sorria.”, nos contou Diosceli Prokope, de 88 anos.

Belo Horizonte_MG 21 de Agosto de 2019 Unimed BH | Circuito Unimed Ativa Circuito Unimed Ativa, um programa gratuito da Unimed Belo Horizonte voltado para a pratica de atividades fisicas e promocao da saude. Na imagem, as praticas de Alongamento, Tai chi chuan e caminhada orientada sao realizadas na Praca Floriano Peixoto, Santa Efigenia. Imagem: Gustavo Baxter / NITRO

Dona Diosceli, ou a Vovó do Abraço, como já ficou conhecida, acompanhou de perto a história da Praça Floriano Peixoto. “Meu pai morava ali do lado. Eu vi a Pracinha ser construída. Com o tempo, ela ficou muito mal cuidada. Ninguém nem passava perto por causa do mal cheiro. A Unimed transformou a Pracinha com o Circuito Unimed. Outro dia, escrevi um bilhete para o diretor agradecendo. Ele perguntou se podia me abraçar e eu falei: é claro uai!” 

História de abraço é o que não falta para Diosceli. Uma das pessoas que ela conheceu na Pracinha sofre de depressão e mesmo depois de começar a caminhar em outro lugar, continua indo na Praça Floriano Peixoto só para encontrar com a Vovó do Abraço. “Teve uma vez que eu perguntei para o gari da Pracinha se ele não ia me abraçar. Ele falou: ah, estou sujo, Vó. Eu disse que aquela sujeira não pegava e ele me abraçou forte e gritou: gente, a Vovó do Abraço chegou! Todos os garis vieram me abraçar! Eles viraram meus netos e abraço eles toda quarta-feira.”

Vovó Diosceli contou que nunca sentiu vergonha de abraçar as pessoas que não conhece. “Temos que ter vergonha é de coisa ruim. Não de abraçar. Fiz muitos amigos assim. Outro dia, uma senhora que estava no ponto do ônibus me chamou e falou que sabia que não era quarta-feira, mas estava precisando muito de um abraço meu. O abraço é vontade de superar as dificuldades. Quando você abraça alguém, transmite energia. É uma troca.”

Antônio Júlio Nastácia: uma vida entre os palcos e o consultório

Se você tem adiado os sonhos por falta de tempo, precisa conhecer a história do Antônio Júlio. Ele tem 48 anos, é médico dermatologista na Unimed BH e guitarrista na banda Tianastácia. Quando se formou em Dermatologia, ele começou a tocar na banda, que na época tinha apenas duas músicas, e desde então concilia a vida entre os palcos e o consultório. De segunda à quinta, atua como médico e nos finais de semana, como músico. 

Antônio acredita que manter as duas profissões traz equilíbrio para a vida dele e que com um pouco de organização e criatividade todo mundo pode pensar maneiras de unir os seus sonhos em um mesmo caminho.

“A música é o oposto da medicina. O que uma tem de leve a outra tem de sério. Também aprendi que é possível unir os dois ofícios. Uma vez fiz uma palestra sobre câncer de pele em uma escola e levei uma música que falava sobre sol e filtro solar. As crianças aprenderam se divertindo. Aquela música “O Sol”, que fala “Ei, dor, eu não te escuto mais…”, eu fiz para a minha mãe. Ela tinha síndrome do pânico e falei para ela cantar quando estivesse com medo.”

Para encontrar tempo para os dois ofícios, Antônio abandonou tudo que não era importante. “Televisão é algo que eu não assisto há muito tempo. A última novela que vi foi Pantanal. Isso já deve ter uns 30 anos. Além de músico e médico, eu também sou faixa marrom de Jiu Jitsu e tenho duas filhas. Invisto o meu tempo nos meus sonhos e na minha família. Acho que se uma pessoa fala que não tem tempo para um sonho, mas passa três horas por dia nas redes sociais, sem trabalhar com isso, ela está se enganando de alguma forma. Não é? Minha sugestão é escrever tudo que você faz durante um dia em um papel. Assim, fica mais fácil de se organizar e usar o tempo para o que realmente pode fazer diferença na sua vida.”

Davi Martins, de 4 anos, inaugura o carrinho elétrico para pacientes do bloco cirúrgico

“Eu estava preocupada com a cirurgia do Davi. Ele tem quatro anos e é uma criança muito agitada. Passa de um brinquedo para o outro em um minuto e adora ficar correndo pela casa com um carrinho de bombeiro. Não sabia se ele ia conseguir ficar tranquilo antes e depois da cirurgia.”, nos contou Ana Carolina Dias Martins, de 32 anos, que levou o filho de 4 anos para ser operado no Hospital de Poços de Caldas da Unimed.  

A cirurgia estava marcada para 11 de junho, mas quando Davi chegou no hospital, ele estava resfriado e o médico achou melhor remarcar a internação. “Foi uma sorte! Voltamos no dia 25 de junho e foi exatamente o dia que o carrinho elétrico chegou no Hospital. ” O carrinho  foi criado para levar a criança do quarto para o bloco cirúrgico e deixar esse momento mais descontraído. Como Davi já estava indo para a cirurgia quando o carrinho chegou, a experiência aconteceu depois que ele se recuperou da cirurgia. 

“Quando o Davi acordou da anestesia, estava muito agitado e confuso. Disse para  ele que já estava quase na hora de aproveitar o carrinho e a tensão começou a passar. A enfermeira mostrou que o carro tinha buzina e até rádio. Quando ele começou a dirigir, todo mundo apareceu no corredor para assistir e ele fez uma festa!”

Davi já está em casa há mais de um mês, mas ainda não se esqueceu do carrinho. “Agora ele não vê mais hospital como algo ruim. Antes, toda vez que falava em hospital ele lembrava de injeção e chorava. Agora, ele pensa no carrinho. No dia da cirurgia, não queria nem ir embora. Quem é mãe sabe que, em um momento desses, só ficamos tranquila depois que vemos nosso filho sorrindo e brincando outra vez.”

Emanuela Lima, psicóloga da Unimed, conta sobre a importância de um olhar global na saúde

“Tive uma paciente que desenvolveu leucemia quando era criança e sobreviveu contra todas as expectativas. Ela parou a medicação aos 19 anos porque queria ter um filho. Quando o bebê nasceu, ela piorou e foi internada. A maior angústia dela era partir sem poder compartilhar tudo que havia aprendido com o filho. Então, sugeri para ela a possibilidade de registrarmos um vídeo diário sobre o que ela gostaria que fosse transmitido ao filho. Isso possibilitou que ela ressignificasse a possibilidade de morte e também transformou a minha percepção sobre a morte.   Aprendi que mesmo quando não se pode fazer nada do ponto de vista clínico, sempre há muito o que se fazer do ponto de vista emocional e de outros aspectos.”, nos contou Emanuela Lima, que é psicóloga hospitalar na maternidade da Unimed em Belo Horizonte.

Emanuela acredita que se por um lado, infraestrutura é algo importante em um hospital, infraestrutura sem humanização não é suficiente para oferecer um bom atendimento. “Muitas vezes é difícil perceber que o adoecimento físico está relacionado ao emocional e que a forma como lidamos com as doenças influencia na recuperação. Recentemente, acompanhei uma senhora que estava internada e sentia saudades do cachorro. Conseguimos encontrar uma forma dentro das regras do hospital e da vigilância sanitária para levar o bichinho até a parte externa do hospital. Isso influenciou nitidamente na recuperação dela e, em pouco tempo, ela foi liberada.”

Para tratar do emocional dos pacientes, Emanuela aprendeu a estar atenta à individualidade de cada um. E em contato diário com pessoas que estão em situações de saúde muito frágeis, começou a perceber a vida de outra forma. “Se eu te disser que você pode morrer amanhã, todos os problemas que você achou que tinha perdem a relevância para dar lugar a prioridades que você deixa passar e que são óbvias. Porque é muito fácil se esquecer do óbvio.”

Ubirajara Pacífico: um cuidador que prefere ser chamado de anjo da guarda

Ubirajara já trabalhou em rádio, televisão, foi apanhador de café e adestrador de cachorro. Hoje é cuidador de idosos e acompanha o senhor Arnaldo, que é vizinho dele, tem 75 anos e está com Parkinson e Alzheimer. Com o apoio dos médicos e da enfermeira Grazielle Santana, da Unimed Alfenas, Ubirajara recebe o direcionamento que precisa para cuidar do senhor Arnaldo.

Ubirajara, os médicos e a família do senhor Arnaldo repararam que ele está mais alegre nos últimos meses e que isso tem contribuído para a aceitação do tratamento. “Sabe o que eu acho que é mais importante na hora da doença? O idoso se sentir querido. Eu abraço ele. Falo que amo. Levo para passear na praça e para comprar perfume. O cuidador precisa ser tudo que o paciente necessita: amigo, mãe, pai e filho. O cuidador deveria ser chamado de anjo da guarda.”

“Me tornei cuidador de idosos há mais ou menos 15 anos. Sempre encontrava com um senhor na rua perto da minha casa. Nesse bom dia, boa tarde, como vai o senhor?, começamos a conversar e ele me contou que estava doente e não tinha família nem amigos na cidade para ajudá-lo. Falei que ele podia contar comigo. Assim, começou a nossa amizade. Ia na casa dele toda semana e chamava ele de Seu Zé.”, nos contou Ubirajara Pacífico, que tem 53 anos e se tornou cuidador de idosos por vocação. 

Ubirajara já perdeu pacientes e amigos, mas também aprendeu uma lição valiosa nessa jornada. “Nunca estamos preparados para a morte. Por isso, o importante é estar presente durante a vida. Olhar para o idoso não pensando que ele foi diferente um dia. Observando como ali existe sabedoria. Olhar para o idoso sem olhar para o celular ao mesmo tempo. Porque aí acabou a atenção, entende? A atenção é algo muito frágil.” 

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