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A Mamãe Noel da Unimed

Leio as cartas uma por uma. Alguns pedidos são inusitados. Outras cartas me fazem chorar e não me deixam dormir. Criança que pede Toddynho na geladeira, cesta básica, que a única coisa que quer é que o pai volte para casa”, nos contou Magna Costa, Auxiliar de Relacionamento com o Cliente na Unimed Governador Valadares. ” 

A iniciativa de apadrinhar cartas de crianças enviadas para o Papai Noel começou há dez anos, quando Magna foi até o correio e pegou cinco dessas cartas. Comprou os presentes que as crianças pediram e enviou de volta para elas. Com o passar dos anos, Magna foi levando algumas cartas para os amigos do trabalho que também tinham interesse em ajudar. 

Hoje, a Unimed apoia a iniciativa de Magna e oferece para ela uma sala na empresa, nesta época do ano, para organizar as cartas e os brinquedos depois de passar em cada setor convidando as pessoas para ajudar. Magna também conta com o apoio da família, de amigos e vizinhos. Foi com a ajuda de tanta gente que, neste ano, ela contribuiu para o sonho de 730 crianças no Natal. 

“Eu sempre gostei de ajudar. Perdi meu pai e três irmãos em um acidente. Muita gente me acolheu e me apoiou. Quando eu penso que estou fazendo uma criança feliz, que estou ajudando um pai que não conseguiu comprar material escolar, que fui ponte para que outras pessoas também ajudassem, isso dá sentido para a minha vida. Acho que as crianças são anjos na terra. Todos nós precisamos estender a mão para elas. Transformar a vida de alguém é algo mais perto de nós do que imaginamos.”

Lara ganha Certificado de Bravura no hospital da Unimed

“Eu ganhei um Certificado de Bravura, sabia? Em um papel bem bonito. Eu estava no hospital e as enfermeiras perguntaram se eu estava com medo de tomar o soro e os remédios e eu falei que não. Tinha uma menina no meu quarto chorando, mas acho que quando ela viu que eu tinha ganhado o Certificado, ficou com vontade de ganhar um também e tomou o soro rapidinho.”, nos contou Lara Bastos, de 8 anos, que passou o Dia das Crianças no hospital da Unimed Vale do Aço. 

Já era a terceira vez que a menina ia para o hospital na mesma semana e perdia todas as brincadeiras da Semana das Crianças no colégio. Graças a ação da Unimed, os pequenos que estavam doentes como ela, puderam ficar mais felizes nessa data que acham tão especial. Além do Certificado, Lara também ganhou uma roupa da Mulher Maravilha e um livro da Lady Bug para ler enquanto esperava o tratamento de uma virose. Carinho e atenção que vão além dos cuidados com a saúde e fazem Lara seguir com seu Certificado de Bravura e sem medo de injeção.


Dr. Paulo Brandão, um médico de pessoas e de plantas

Dizem que toda pessoa deveria plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Quando se trata de plantar árvores, o Dr. Paulo, cardiologista na Unimed Inconfidentes, está não só fazendo a sua parte, como também incentivando outras pessoas. “A primeira árvore que plantei foi um pé de ameixa. Eu tinha sete anos e minha tia me deu uma semente. Foi aí que começou o meu amor pela terra. Nunca mais parei de plantar e, atualmente, faço projetos de ecologia em algumas  Instituições. 

Na comemoração dos 50 anos da Universidade Federal de Ouro Preto, onde sou médico, participei da ideia de plantar 50 mudas no terreno. Estávamos sem funcionários de jardinagem e muita gente achou que não ia dar certo. O projeto só está ganhando vida porque cada professor apadrinhou uma árvore. Fizeram o plantio da muda e todos os dias passam para molhar a terra. Tem aluno de outros cursos que chegam para conversar comigo porque também querem começar a plantar no campus onde estudam. Quando cada pessoa faz a sua parte, é bem mais fácil de transformar o mundo, mesmo que aos pouquinhos.”

Dr. Pauto acredita que cuidar de plantas está diretamente conectado com o ofício da medicina e que essa atividade pode, e deve, fazer parte do cotidiano de todas as pessoas. “Plantar uma árvore pode transformar a nossa vida em inúmeros sentidos. Primeiramente, é uma forma de cuidar da nossa saúde. Quando trabalhamos com a terra, conseguimos descarregar as energias que acumulamos ao longo do dia. 

Além disso, ver uma árvore crescer é uma lição de paciência. Isso muda a nossa relação com as pessoas e com os acontecimentos. Aprendemos a esperar. Inclusive, porque perto da natureza, é mais fácil de entender quem somos. E, é claro, que plantar uma árvore também é uma maneira de deixar um legado. Algumas árvores são centenárias. A gente fala muito de meio ambiente e esquece que fazemos parte desse meio ambiente. Precisamos cuidar dele para nós e para as próximas gerações.”

Dr. Luciano Borges cria o curso Casal Gestante para unir mãe e pai no cuidado pelo bebê

“Criei o curso Casal Gestante em 2010 na Unimed Uberaba para oferecer um conteúdo voltado para a saúde da gestante e do bebê. No início, poucos homens participavam e o nosso maior desafio era mostrar como a presença deles é importante neste momento. Até hoje não me esqueço da primeira vez que um pai apareceu sozinho em um dos encontros. Como a mulher dele precisava de repouso, ele veio no lugar dela. Aquilo foi muito emocionante. Hoje, temos cerca de 50 casais por curso.”, nos contou o Dr. Luciano Borges, pediatra e especialista em aleitamento materno. 

Um dos assuntos mais trabalhados durante o curso Casal Gestante é a amamentação. “Um bebê que se alimenta do leite materno até pelo menos os dois anos tem muito mais chance de não desenvolver doenças na infância e na vida adulta. O problema é que, por falta de orientação, muita gente começa a dar chupeta e mamadeira para o bebê e, como a pega é muito mais fácil, depois a criança não consegue mamar no peito. Isso pode provocar a baixa produção do leite, mastite e uma série de outros problemas.”

No início do Curso Casal Gestante, em 2010, Luciano fez uma pesquisa com os pais perguntando como eles pensavam que podiam ajudar durante a amamentação. A maioria respondeu falando sobre dar apoio emocional. Hoje, depois de nove anos trabalhando este conteúdo, que também têm sido cada vez mais abordado em outros lugares, Luciano reparou que houve uma mudança significativa na participação dos pais. “Eles querem entender a maneira correta de amamentar e de ordenhar para avaliar a técnica ao lado da mulher. Muitos também querem aprender a dar o leite materno para o bebê em um copinho, sem a mamadeira, para quando a mãe não estiver presente. Esse é um dos significados de ser um Casal Gestante. É fazer junto, não é mesmo?”

Diosceli Propoke, mais conhecida como a Vovó do Abraço

Toda quarta-feira, na Praça Floriano Peixoto, em Belo Horizonte, pessoas de todas as idades esperam por Diosceli Prokope. “Eu fiquei conhecida lá por causa do meu abraço. Tudo começou quando eu vi uma médica falando na televisão sobre o poder de cura do abraço. Decidi que ia começar a abraçar todo mundo na Pracinha, onde vou toda semana fazer ginástica com a equipe da Unimed. Pedi para a minha filha fazer um banner escrito: Está decretado pela Lei do amor que, na Praça Floriano Peixoto, toda quarta-feira, é Dia do Abraço e do Sorriso. E se não abraçar, sorria.”, nos contou Diosceli Prokope, de 88 anos.

Belo Horizonte_MG 21 de Agosto de 2019 Unimed BH | Circuito Unimed Ativa Circuito Unimed Ativa, um programa gratuito da Unimed Belo Horizonte voltado para a pratica de atividades fisicas e promocao da saude. Na imagem, as praticas de Alongamento, Tai chi chuan e caminhada orientada sao realizadas na Praca Floriano Peixoto, Santa Efigenia. Imagem: Gustavo Baxter / NITRO

Dona Diosceli, ou a Vovó do Abraço, como já ficou conhecida, acompanhou de perto a história da Praça Floriano Peixoto. “Meu pai morava ali do lado. Eu vi a Pracinha ser construída. Com o tempo, ela ficou muito mal cuidada. Ninguém nem passava perto por causa do mal cheiro. A Unimed transformou a Pracinha com o Circuito Unimed. Outro dia, escrevi um bilhete para o diretor agradecendo. Ele perguntou se podia me abraçar e eu falei: é claro uai!” 

História de abraço é o que não falta para Diosceli. Uma das pessoas que ela conheceu na Pracinha sofre de depressão e mesmo depois de começar a caminhar em outro lugar, continua indo na Praça Floriano Peixoto só para encontrar com a Vovó do Abraço. “Teve uma vez que eu perguntei para o gari da Pracinha se ele não ia me abraçar. Ele falou: ah, estou sujo, Vó. Eu disse que aquela sujeira não pegava e ele me abraçou forte e gritou: gente, a Vovó do Abraço chegou! Todos os garis vieram me abraçar! Eles viraram meus netos e abraço eles toda quarta-feira.”

Vovó Diosceli contou que nunca sentiu vergonha de abraçar as pessoas que não conhece. “Temos que ter vergonha é de coisa ruim. Não de abraçar. Fiz muitos amigos assim. Outro dia, uma senhora que estava no ponto do ônibus me chamou e falou que sabia que não era quarta-feira, mas estava precisando muito de um abraço meu. O abraço é vontade de superar as dificuldades. Quando você abraça alguém, transmite energia. É uma troca.”

Dona Carmozina: 100 anos sem preguiça

Quando completou 100 anos, Dona Carmozina recebeu quatro surpresas. Um bolo de aniversário na Igreja, outro na Unimed, o terceiro em um restaurante e o último em casa. A comemoração é merecida. Com um século de vida, Dona Carmozina dá um show de saúde e faz exercício físico três vezes na semana. “Eu não faço porque o médico mandou. Foi eu mesma quem quis fazer. Comecei com 80 anos. Ia sozinha de lotação e na volta ainda fazia almoço.”

Dona Carmozina recebe acompanhamento no Centro de saúde da Unimed, em Betim, onde já fez amigos e inspirou pessoas. “No início, meu marido só me levava até o Centro de Saúde e ficava esperando. Agora, ele faz as aulas de ginástica comigo. Mas eu sou bem mais espertinha.” Nirta Noronha, sobrinha de Dona Carmozina, tem 97 anos e, ao ver a tia tão animada, também levantou do sofá. Vai à praia e faz exercício físicos. Quer aproveitar os bisnetos! 


Além de praticar exercícios, Dona Carmozina tem uma alimentação saudável. “Não como fritura nem bebo refrigerante. Às vezes, até janto em casa antes de ir para as festas.” Apesar de se preocupar com a alimentação, Dona Carmozina nos lembrou que para manter a alegria é preciso encontrar o equilíbrio. “Eu como uma fatiazinha de doce todos dias. Já fiz muito pudim e pão dourado. Ah! Também não pode desobedecer o médico. Eu tomo 11 comprimidos por dia e não confundo nenhum. Acredita?” 

Dona Carmozina está lendo o livro “Só é velho quem quer” e compartilhou o segredo dela para viver bem durante tantos anos. “O segredo é curtir a vida, né não? Viajar, ir para a praia, entrar na água. Eu só não nado porque não aprendi. Mas eu entro na água.” E para aqueles que estão sem fazer exercício, ela deixou um recado: “Nunca é tarde para começar. Vem comigo que eu te dou uma aulinha light.”

Paratleta Marcelo Carmessano, patrocinado pela Unimed, é destaque em competições de canoagem

Apesar de sempre ter adorado praticar exercícios físicos, a ligação de Marcelo Carmessano com o esporte se tornou ainda maior depois de ter sofrido um acidente aos 36 anos. “Eu estava no rancho e pulei do píer. Minha cabeça bateu no fundo do rio. Quebrei a quinta vértebra da coluna cervical. Foi uma grande luta para os médicos me manter vivo. Depois de mais de 70 dias no hospital, saí de lá sem nenhum movimento do pescoço para baixo e sem perspectiva de melhoras.”.

Nessa época, Marcelo trabalhava como vendedor de laticínios em São Paulo e, nos finais de semana, tocava em bares e restaurantes da cidade. Com as consequências do acidente, ele precisou modificar todo o seu estilo de vida e encontrou no esporte adaptado uma forma de reabilitação. Dentre todos os esportes que conheceu, a vela e a canoagem fizeram o coração de Marcelo bater mais forte, e depois de quatro anos treinando, em 2013, ele participou do seu primeiro campeonato de canoagem. Desde então, já conquistou quatro vezes o Campeonato Mineiro, três vezes a Copa Brasil e três vezes o Campeonato Brasileiro no estilo canoagem adaptada. Hoje, também participa de provas de longa distância, no paraciclismo. Com uma cadeira de rodas adaptada, percorre trechos de até 25 quilômetros.

Desde o acidente, Marcelo vivenciou muitas dificuldades, mas também inúmeras conquistas: “Tive que reaprender a escrever, comer, me vestir sozinho. Reconquistei  o meu lugar na sociedade, construí uma nova família, conquistei títulos importantes. Hoje, sonho em participar dos Jogos Paralímpicos, que acontecerão em 2020 em Tokio.”. Para conquistar mais esse sonho, Marcelo tem se preparado bastante e a Unimed tem apoiado o paratleta financeiramente.

“Sem o apoio da Unimed, eu não conseguiria estar em todos esses eventos esportivos e também não seria possível me preparar tão bem, fazendo academia, natação, fisioterapia e  vários outros treinos. Sem a Unimed, eu não teria a minha equipe e sem equipe, não existe atleta.”

A história do Marcelo é uma lição sobre perseverança e transformação. E como ele mesmo disse: “Os obstáculos e dificuldades estão presentes na vida de todos e não só para as pessoas com algum tipo deficiência. Basta ter vontade para superar qualquer pedra que estiver no caminho.”


Sonho de trabalhar com comunicação motiva jovem com deficiência

Com um nascimento prematuro, aos seis meses de gestação, Johnatha Ferreira ficou internado durante três meses sem nenhuma perspectiva de vida e se mostrou um guerreiro desde os primeiros instantes da sua história. Diagnosticado com Paralisia Cerebral Espástica e Hidrocefalia, Johnatha é atendido pela Unimed desde que nasceu e faz fisioterapia no Núcleo de Atenção à Saúde da Unimed Sudoeste de Minas há 3 anos. “Comecei a fisioterapia com um ano de idade e faço até hoje, aos 24. Durante muito tempo, o meu maior desafio foi o controle do tronco. Eu ficava tombando para os lados. Há 2 anos e 3 meses, consegui ter uma evolução muito significativa no tratamento com a minha fisioterapeuta, Adrielle Ronca. Hoje, consigo me manter equilibrado.”

Para além das conquistas no tratamento, Johnatha também se empenha em outras áreas. Estudou no Colégio São Francisco, em Passos, MG,  se formou como Técnico de Segurança do Trabalho e deseja ser um excelente profissional da área de comunicação.

“Eu amo comunicação desde criança. Um dos meus sonhos é apresentar um programa de rádio ou trabalhar na televisão. Gostaria de representar Guaranésia, minha terra natal, no cenário nacional e de lutar pelos direitos das pessoas com deficiência e da população carente. Acho que isso é um dos objetivos que mais me motiva atualmente.”

Para enfrentar os obstáculos que aparecem no caminho, Johnatha conta principalmente com o apoio da família e da fisioterapeuta. Também enxerga na Unimed uma grande aliada, “Sempre fui atendido com muito carinho pela Unimed. A minha história faz muito sucesso por aí.” Apesar de tão jovem, Johnatha aprendeu muitas lições sobre como superar obstáculos: “Temos que ter muita fé e não podemos abaixar a cabeça. Cada um de nós tem uma luta a ser vencida, só que de formas diferentes. Eu, por exemplo, nunca trabalhei, mas estou em busca de novos desafios. Já passou da hora de dar os meus pulos sozinho. Se souber de alguma vaga para pessoas com deficiência, me avise ou me indique? Estou em busca de uma oportunidade e seria um prazer trabalhar na Unimed em todo o Brasil!” Johnatha certamente faz muito sucesso por aqui e já faz parte da história de várias pessoas da equipe.


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